REFLEXÃO
Devemos saber reconhecer o tempo em que estamos vivendo. Vivemos os últimos tempos, o tempo pós-pascal. Tempo de edificação do Reino de Deus na história dos homens. Tempo de fazer com que o mistério da cruz e da ressurreição produzirem frutos de fraternidade, justiça e solidariedade. Tempo de presença do Espírito Santo na vida de todos, tempo de crescimento no amor e na verdade. Tempo de reconciliação, de construção da paz e da vida nova. Tempo de sentir os apelos do reino que se manifestam na história, apelos para nos comprometermos com os pequenos, apelos para celebrarmos o Deus atuante na história.
COMEMORAÇÕES
Ordenação Episcopal
- Dom Francisco de Paula Victor, Bispo Auxiliar Emérito de Brasília - DF
NOTÍCIAS
Convidados puderam se pronunciar durante o Sínodo
Auditores são aquelas pessoas convidadas para o Sínodo como ouvintes. Padres, religiosos e leigos. Elas puderam acompanhar as discussões dos bispos e, na primeira fase do encontro, puderam também apresentar suas intervenções na Sala Sinodal e por escrito. Nesta sexta-feira, 26 de outubro, o jornal do Vaticano publica algumas de suas intervenções.
Leia alguns trechos dessas contribuições dos auditores traduzidos, livremente, pelo assessor de imprensa da CNBB que está em Roma.
Padre Jesús Higueras Esteban, pároco de Santa Maria de Caná, em Madri, Espanha, tratou do sentido positivo da paróquia: "Há muitos séculos, a paróquia é o espaço natural no qual é anunciado o Evangelho, mas nos tempos atuais, diante da realidade dos novos movimentos, inspirados pelo Espírito Santo, parece, particularmente na Europa, que a paróquia tenha se tornado a sede daquilo que poderíamos chamar de 'cristianismo de preceitos'. É necessário afirmar o sentido positivo da paróquia em nossos tempos para realizarmos a nova evangelização e, por isso, na perspectiva de uma pastoral da saúde, podemos recordar alguns aspectos essenciais. Antes de tudo, é indispensável recuperar a 'seriedade eucarística", porque, com demasiada frequência, a celebração da santa missa e a adoração eucarística não recebe os devidos cuidados, deixando-as ao arbítrio de uma pretensa criatividade litúrgica que enche de desgosto os nossos fiéis. É tempo de retomar o 'ars celebrandi' proposto pelo Magistério da Igreja. Em segundo lugar, a paróquia deve ser o espaço natural no qual os fiéis tenham a possibilidade de viver o sacramento da penitência de modo habitual. É indispensável que nós, os sacerdotes, ofereçamos aos fiéis a possibilidade de encontrar a misericórdia divina, destacando a utilidade da paróquia para a direção espiritual. Além disso, a paróquia é o primeiro lugar no qual as pessoas que são visitadas pela morte e de qualquer tipo de dor sejam acolhidas com afeto e esperança. Em terceiro lugar, devemos perder o medo de construir nas nossas paróquias a comunhão eclesial que existe na Igreja universal. A paróquia é a casa de todos e existe para todos. As dioceses, os movimentos, a vida consagrada e todas as outras realidades eclesiais podem unir seus esforços na paróquia. Devemos ter uma atenção especial com os sacerdotes que, frequentemente, se encontram sozinhos e perplexos diante do mundo e diante de fiéis que colocam em questão a própria identidade deles. Devemos criar espaços nos quais os sacerdotes se sintam amados e acompanhados na sua busca de santidade pessoal. Somos evangelizadores que devemos ser evangelizados e que possamos propor, com alegria, a própria vocação pessoal e cada caminho de santidade na Igreja. Enfim, temos a necessidade de paróquias marianas porque a familiaridade (dimestichezza)com a Mãe de Deus é atraente para o homem que procura a beleza da humanidade redimida".
Ir. Immacolata Fukasawa, do Japão, é Superiora Geral das Ancelle do Sagrado Coração de Jesus e tratou de quatro desafios para as religiosas: "Eu nasci no Japão, um país não-cristão, e lá eu recebi a graça do batismo e a vocação religiosa. O meu coração está pleno de alegria por crer e anunciar a minha fé em Jesus Cristo. Agora, como religiosa de vida apostólica, de que modo realizarei a nova evangelização? Pensando nessa pergunta me vem à mente os quatro desafios que reafirmamos em nosso Capítulo Geral. Primeiro desafio: deixar que o carisma se torne em nós religiosas, uma paixão, que transforme em abraço compadecido voltado para cada dor e que encoraje à vida. Segundo desafio: viver mais radicalmente a nossa consagração. Terceiro desafio: ser mulheres geradoras de comunhão. Quarto desafio: aproximar dos jovens. Hoje somos chamadas a viver esses desafios da nova evangelização sobre a base da nossa consagração. O modo que temos para superá-los dependerá da novidade e da força com que vamos fazer as coisas. Isto nos exorta a deixar-nos transformar por Deus, de modo a viver com humildade, com paixão e com dinamismo a nossa vocação na Igreja".
Ewa Kusz, da Polônia, presidente da Conferência Mundial dos Institutos Seculares, entregou à Secretaria do Sínodo um texto sobre a procura de Deus nos encontros de cada dia: "A minha vocação, como aquela de outros membros dos institutos seculares, nos mostra que o mundo é o lugar onde se vive a nossa vocação com toda a sua riqueza, as suas dificuldades, a sua dramaticidade e também as suas feridas. A nossa tarefa de leigos, também de leigos consagrados a Deus, não constituída por uma particular atividade pastoral ou de evangelização. A natureza da nossa vocação consiste em procurar Deus em todos os acontecimentos de uma jornada, em cada encontro com os outros. Se trata, simplesmente, de viver o evangelho no cotidiano. Isto não seria particularmente impressionante nem eficaz para o público em geral. Nem é adaptado para ser amplificado pelos meios de comunicação. Na minha vida, vejo que não é simples porque, muitas vezes, seria mais fácil anunciar Evangelho em alta voz do que vivenciá-lo. No meu trabalho, no ambiente que me circunda, encontro pessoas feridas que têm fome de amor, que guardam ressentimentos ou indiferença diante de Deus. Encontro pessoas que desejam a plenitude, o amor, a beleza e a harmonia procurando em diferentes lugares. Infelizmente, raramente na Igreja. Às vezes, a experiência que essas pessoas têm na Igreja, no encontro que tiveram com 'pessoas da Igreja', por diversas razões, foram feridas. Aquilo que eu e outros membros dos institutos seculares podemos fazer por estas pessoas é oferecer a nossa simples presença, abertura para o encontro, ajuda quando é esperada. Por isso, é necessário competência pessoal, oração silenciosa e não por último, a proximidade com a pessoa de Jesus Cristo. Se trata, como síntese, daquilo que o Papa apresentou em sua recente mensagem aos membros dos institutos seculares: "de abraçar, com caridade, as feridas do mundo e da Igreja". Com o tempo essa atitude traz esperança na vida de uma pessoa que antes, fechada na própria dor, se encontrava diante de um abismo de solidão e desespero, sem conseguir ver uma solução concreta ou encontrava enormes dificuldades a perdoar aqueles que as prejudicaram".
Ir. Alvaro Antonio Rodriguez Echeverria, Superior Geral dos Irmãos das Escolas Cristãs, tratou do tema: ajudar os jovens a sentirem-se amados: "Pessoalmente, considero que as novas gerações, sem distinção de continentes ou de diferenças culturais, devem ser o campo de ação privilegiado danova evangelização, não como aqueles que recebem passivamente, mas como agentes ativos, recordando a palavra de João Paulo II quando afirmava que os jovens são os melhores apóstolos para os jovens. A presença deles e a palavra deles no Sínodo provavelmente teria nos permitido de ter uma visão mais lungimirante do futuro. Da nossa parte é importante conhecer o mundo deles e realizarmos o esforço de enculturação. Conhecer suas necessidades, suas angústias, suas interrogações, suas aspirações e as suas esperanças e oferecer a eles o Evangelho que é sempre Boa Nova. É importante partir da vida porque os jovens se desinteressam da mensagem cristã na medida em que ela é apresentada ao intelecto deles como ideologia, como algo imposto de fora de modo autoritário ou, dedutivamente, partindo de princípios desvinculados com a vida real. Por isso, a nossa tarefa principal é ajudar cada jovem a sentir-se amado, apreciado, abençoado, importante e necessário para os outros. A nova evangelização para os nossos jovens e para quem os acompanha deve ser chamada a retornar ao Evangelho e a descobrir que o núcleo central da nossa fé é um encontro pessoal com Jesus Cristo que conduz a uma comunidade de discípulos. A nossa missão diante dos jovens é aquela de sermos companheiros na busca, humildes guias que ajudam a descobrir o caminho e dar sentido à vida. Mais do mestres que ensinam do alto ou juízes que julgam e condenam do lado de fora, somos chamados a ser irmãos e irmãs que acompanham numa caminhada interior. Os jovens são uma boa notícia para o mundo, mas devemos nos perguntar como fazer para que a Boa Nova de Jesus seja boa nova para eles. Em uma época como a nossa, na qual os jovens procuram algo a mais e estão abertos à espiritualidade, devemos educar para o encontro com Deus no próprio íntimo, o que irá preencher o vazio existencial e permitirá a eles, como Jesus fez, de ver a realidade, de comoverem-se diante dela e de se engajarem em uma ação transformadora".
Novos cardeais para a Igreja
O Papa Bento XVI anunciou no final da Audiência Geral desta quarta-feira um Consistório para a criação de seis novos Cardeais, no dia 24 de novembro, na vigília da solenidade de Cristo Rei.
São eles: Dom James Michael Harvey, Prefeito da Casa Pontifícia, que Bento XVI nomeará Arcipreste da Basílica Papal de São Paulo Fora dos Muros; Sua Beatitude Béchara Boutros Raï, Patriarca de Antioquia dos Maronitas (Líbano); Sua Beatitude Baselios Cleemis Thottunkal, Arcebispo-Mor de Trivandrum dos Sírios-Malancareses (Índia); Dom John Olorunfemi Onaiyekan, Arcebispo de Abuja (Nigéria); Dom Rubén Salazar Gómez, Arcebispo de Bogotá (Colômbia); e Dom Luis Antonio Tagle, Arcebispo de Manila (Filipinas).
"Os Cardeais, disse o Papa, têm a tarefa de ajudar o Sucessor de Pedro no desempenho do seu Ministério de confirmar os irmãos na fé e de ser princípio e fundamento na unidade e da comunhão da Igreja. Convido todos a rezarem pelos novos eleitos, pedindo a materna intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, para que saibam amar com coragem e dedicação Cristo e sua Igreja."
Recuperar os fiéis perdidos e conquistar os indiferentes?
Como a Igreja Católica pode responder à indiferença daquela parcela da população que não crê, que se afastou na religião ou que nunca a conheceu? Quem responde as perguntas é o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis.
"Eu acho que é importante que nós saiamos ao encontro do nosso povo, sobretudo nas periferias de nossas grandes cidades. O Brasil, e eu diria a América Latina de modo geral, passam por um processo cada vez mais forte de urbanização. As populações estão se concentrando nas grandes e médias cidades. Hoje, no Brasil já cerca de 80% da população está vivendo nas cidades. Então, é claro que as cidades aumentam, crescem e nós muitas vezes não temos um número suficiente de ministros ordenados e muitas vezes também não temos o número suficiente de leigos preparados para atender as necessidades religiosas, espirituais desta população que cresce cada vez mais em nossas cidades".
"De que maneira ir ao encontro deles? Criar centros de encontro das pessoas que vivem nestas áreas, criar pequenas comunidades, como vimos no Documento de Aparecida: fazer da Igreja uma rede de pequenas comunidades eclesiais, vinculadas à paróquia, à diocese, porque nós devemos sempre promover e estimular uma pastoral orgânica, de conjunto. Portanto, este trabalho não pode ser autônomo, não pode ser independente, como ocorre muitas vezes com nossos irmãos evangélicos".
"Para isso, é necessário que se abra espaço à atuação do laicato; é claro também dos religiosos e religiosas, porque o padre sozinho não consegue atender a esta demanda da população mais distante da matriz, da sede paroquial propriamente dita".
Assembleia Geral da CNBB 60 anos
Os bispos do Brasil, reunidos em Assembleia Geral (AG), constituem o órgão supremo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). De acordo com o artigo 27 do Estatuto da entidade, a AG é a expressão e a realização "do afeto colegial, da comunhão e da corresponsabilidade dos pastores da Igreja no Brasil". Pelo artigo 31 do estatuto canônico, a reunião ordinária dos bispos ocorre uma vez por ano, ou em caráter extraordinário quando necessário. A primeira AG foi realizada de 17 a 20 de agosto de 1953, em Belém (PA). Naquela ocasião, o encontro dos vinte arcebispos do Brasil na época ocorreu simultaneamente ao 6º Congresso Eucarístico Nacional. Pelo primeiro estatuto da CNBB, o encontro dos arcebispos metropolitanos deveria ocorrer a cada dois anos.Os assuntos tratados em uma AG são variados e relevantes. Desde assuntos pastorais de ordem espiritual e de ordem temporal até os problemas emergentes da vida das pessoas e da sociedade, na perspectiva da evangelização. A partir de 1967, os encontros passaram a ser realizados anualmente. De acordo com o artigo 33 do estatuto da CNBB, participam da Assembleia todos os membros da Conferência, ou seja, todos os bispos que estão na ativa, tanto titular como auxiliares. Podem ser convidados os bispos eméritos e bispos não-membros da entidade, de qualquer rito, mas em comunhão com a Santa Sé com residência no Brasil. A cada quatro anos, a pauta da AG inclui a eleição da nova presidência da entidade: o presidente, o vice-presidente e o secretário-geral, além dos presidentes das Comissões Episcopais de Pastoral.Já foram realizadas 50 AG dos bispos do Brasil. 40 destes encontros foram realizados no mosteiro de Vila Kostka, em Itaici (SP). Já foram realizados encontros em Roma e em outras 6 capitais brasileiras. Na AG realizada em Goiânia (GO) em 1958, os bispos realizaram a visita ao canteiro de obras da nova capital do país. A partir de 2011, todas as AG passaram a ser realizadas em Aparecida (SP). A seguir, apresentamos a lista completa dos lugares onde foram realizadas as assembleias gerais, e o tema central de cada encontro: 1ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Estatutos da Ação Católica Brasileira; Programa de atividades para o apostolado Leigo; Responsabilidade em face da Imigração; A igreja e a reforma agrária; Ajuda espiritual, cultural e econômica do clero; Espiritismo.DATA: 17 a 20 de agosto de 1953LOCAL: Belém (PA) 2ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: A igreja e a reforma agrária; Ajuda espiritual, cultural e econômica do Clero; Situação da família brasileira; posição ante a expansão protestante.DATA: 9 a 12 de setembro de 1954LOCAL: Aparecida (SP) 3ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: A Igreja no Brasil e o movimento operário; O problema dos nossos seminários; Vida paroquial ajustada a nosso tempo e a nosso meio; Formação de opinião pública através dos agentes de publicidade.DATA: 10 a 12 de novembro de 1956LOCAL: Serra Negra (SP) 4ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Renovação ParoquialDATA: 03 a 11 de julho de 1958LOCAL: Goiânia (GO) 5ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Plano de Emergência para a Mobilização geral da Igreja no BrasilDATA: 02 a 05 de abril de 1962LOCAL: Rio de Janeiro (RJ) 6ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Reforma de Pontos dos Estatutos e Avaliação-Síntese do Plano de Emergência.DATA: Setembro/Outubro/Novembro de 1964LOCAL: Roma, Itália7ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Aprovação definitiva dos novos Estatutos da CNBB e o Plano Pastoral de Conjunto para o Brasil.DATA: 11 de outubro a 17 de novembro de 1965LOCAL: Roma, Itália8ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Projeto de descentralização da CNBBDATA: 06 a 10 de maio de 1967LOCAL: Aparecida (SP) 9ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Missão da Igreja na atual situação demográfica, sócio-econômica, política e cultural do país e A Evangelização face à situação da fé do nosso povo.DATA: 15 a 20 de julho de 1968LOCAL: Rio de Janeiro (RJ) 10ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Estatutos, Clero, Seminários, Liturgia e Congresso Eucarístico NacionalDATA: 21 a 30 de julho de 1969LOCAL: São Paulo (SP) 11ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Leigos, Bispos, Estatutos, Liturgia e Meios de Comunicação Social.DATA: 16 a 27 de maio de 1970LOCAL: Brasília (DF) 12ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Regimento Interno e Estatuto Civil da CNBB e Eleições Gerais para a renovação de todos os cargos.DATA: 09 a 17 de fevereiro de 1971LOCAL: Belo Horizonte (MG) 13ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Teologia e Prática da Dimensão Comunitária da Igreja Particular, com exame da situação após o Concílio Vaticano II.DATA: 06 a 15 de fevereiro de 1973LOCAL: São Paulo (SP) 14ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Escolha e Elaboração das Diretrizes Pastorais da Igreja no BrasilDATA: 19 a 27 de novembro de 1974LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 15ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Exigências Cristãs de uma ordem política e Regiões Missionárias no Brasil.DATA: 08 a 17 de fevereiro de 1977LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 16ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Evangelização no presente e no futuro da América LatinaDATA: 18 a 25 de abril de 1978LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 17ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Conclusões de PueblaDATA: 18 a 27 de abril de 1979LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 18ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Pastoral da TerraDATA: 05 a 14 de fevereiro de 1980LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 19ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Vocações, Vida e Ministério do PresbíteroDATA: 17 a 26 de fevereiro de 1981LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 20ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Solo Urbano e Ação PastoralDATA: 09 a 18 de fevereiro de 1982LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 21ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Avaliação Global da caminhada da CNBB e definição de Diretrizes pastorais para o próximo quadriênio com destaque às Comunidades Eclesiais de Base e aos Leigos.DATA: 06 a 15 de abril de 1983LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 22ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: O novo Código de Direito Canônico: Legislação CompDATA: 25 de abril a 04 de maio de 1984LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 23ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: A Liberdade Cristã e a LibertaçãoDATA: 10 a 19 de abril de 1985LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 24ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Exigências Cristãs de uma nova Ordem ConstitucionalDATA: 09 a 18 de abril de 1986LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 25ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Avaliação Global da caminhada da CNBB e definição de Diretrizes Pastorais para o próximo quadriênio, com destaque aos temas: Assembleia Nacional Constituinte, Leigos, Educação, Seitas e Ecumenismo.LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 26ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Igreja, Comunhão e Missão:1. Comunidade Eclesial2. Igreja e Missão:- no Mundo do Trabalho- na Política- na Cultura- "Ad Gentes"DATA: 16 a 22 de abril de 1988LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 27ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Exigências Éticas e a Nova Ordem InstitucionalDATA: 5 a 14 de abril de 1989LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 28ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: EducaçãoDATA: 25 de abril a 04 de maio de 1990LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 29ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja no Brasil 1991/1994DATA: 19 a 19 de abril de 1991LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 30ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Educação: Exigências Cristãs / Evangelização, Promoção Humana, Cultura Cristã (IV Conferência do Episcopado Latino Americano Santo Domingo).DATA: 29 de abril a 08 de maio de 1992LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 31ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Santo Domingo: prioridades e compromissos pastorais.DATA: 28 de abril a 07 de maio de 1993LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 32ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Igreja no Brasil: desafios e protagonistas da missãoDATA: 13 a 22 de abril de 1994LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 33ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja no Brasil com destaque para o Jubileu do Terceiro Milênio Cristão e Protagonismo dos Leigos.DATA: 10 a 19 de maio de 1995LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 34ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Rumo a um novo Milênio Projeto de Evangelização da Igreja no Brasil 1996-2000.DATA: 17 a 26 de abril de 1996LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 35ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: A Igreja e a Comunicação rumo ao novo MilênioDATA: 09 a 18 de abril de 1997LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 36ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Ministérios e Missão dos Leigos na perspectiva do Novo Milênio.DATA: 22 de abril a 01 de maio de 1998.LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 37ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Avaliação do Quadriênio e Atualização das Diretrizes Gerais da Ação EvangelizadoraDATA: 14 a 23 de abril de 1999LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 38ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Carta Pastoral ColetivaDATA: 26 de abril a 03 de maio de 2000LOCAL: Porto Seguro (BA) 39ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: CNBB Vida e Organização a Serviço de sua missão hoje.DATA: 12 a 21 de julho de 2001LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 40ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: CNBB 50 anos: presença histórica, desafios e perspectivasDATA: 10 a 19 de abril de 2002LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 41ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Avaliação do Quadriênio cessante, Definição das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil - DGAE 2003-2006 e eleições da CNBB.DATA: 30 de abril a 9 de maio de 2003LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 42ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Vida e Ministério dos PresbíterosDATA: 21 a 30 de abril de 2004LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 43ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Evangelização e Missão Profética da Igreja: novos desafiosDATA: 09 a 17 de agosto de 2005LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 44ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Evangelização da JuventudeDATA: 09 a 17 de maio de 2006LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 45ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Rumo à Conferência de AparecidaDATA: 01 a 09 de maio de 2007LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 46ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no BrasilDATA: 02 a 11 de abril de 2008LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 47ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Formação Presbiteral: Desafios e Diretrizes - Aprovação das Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no BrasilDATA: 22 de abril a 01 de maio de 2009LOCAL: Itaici Indaiatuba (SP) 48ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Discípulos e Servidores da Palavra de Deus e a missão da Igreja no mundo.DATA: 04 a 13 de maio de 2010LOCAL: Brasília (DF) 49ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil 2011-2015DATA: 04 a 13 de maio de 2011LOCAL: Aparecida (SP)50ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do BrasilTEMA CENTRAL: A Palavra de Deus na vida e missão da Igreja (Conclusão do Documento da 48ª Assembleia Geral/2010)DATA: 18 a 26 de abril de 2012LOCAL: Aparecida (SP)
Apresentada a Mensagem final do Sínodo
Momentos finais do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização, que se encerra no sábado, 27/10, no Vaticano. O penúltimo dia foi de intenso trabalho para os padres sinodais, na presença do Santo Padre. Pela manhã, os participantes aprovaram a Mensagem do Sínodo dos Bispos para o Povo de Deus, na conclusão da 13ª Assembleia Geral. O texto foi apresentado ao público na Sala de Imprensa da Santa Sé, em coletiva de imprensa. Participaram da coletiva o Presidente da Comissão para a Mensagem, Card. Giuseppe Betori, o Secretário Especial, Dom Pierre Marie Carré, o Diretor da Sala de Imprensa, Pe. Federico Lombardi, e mais dois membros da Comissão.No texto, divido em 14 pontos, os padres sinodais afirmam que conduzir os homens e as mulheres do nosso tempo a Jesus é uma urgência que diz respeito a todas as regiões do mundo, de antiga e recente evangelização. Não se trata de recomeçar do zero, mas de inserir-se num longo caminho de proclamação do Evangelho que, desde os primeiros séculos da era cristã até hoje, percorreu a História e edificou comunidades de fiéis em todas as partes do mundo, fruto da dedicação de missionários e de mártires.Caminho que começa com o encontro pessoal com Jesus Cristo e com a escuta das Escrituras. "Para evangelizar o mundo, a Igreja deve, antes de tudo, colocar-se à escuta da Palavra", escrevem os Padres sinodais, ou seja, o convite a evangelizar se traduz num apelo à conversão, a começar por nós mesmos.Os Bispos apontam como lugar natural da primeira evangelização a família, que desempenha um papel fundamental para a transmissão da fé. Diante das crises pelas quais passa essa célula fundamental da sociedade, com inúmeros laços matrimoniais que se desfazem, os Padres Sinodais se dirigem diretamente às famílias de todo o mundo, para dizer que o amor do Senhor não abandona ninguém, que também a Igreja as ama e é casa acolhedora para todos.Os jovens também são destinatários da Mensagem do Sínodo, definidos "presente e futuro da humanidade e da Igreja". A nova evangelização encontra nos jovens um campo difícil, mas promissor, como demonstram as Jornadas Mundiais da Juventude.Os horizontes da nova evangelização são vastos tanto quanto o mundo, afirma o Sínodo, portanto é fundamental o diálogo em vários setores: com a cultura, a educação, as comunicações sociais, a ciência e a economia. Fundamental é o diálogo inter-religioso que contribua para a paz, rejeita o fundamentalismo e denuncia a violência contra os fiéis, grave violação dos Direitos Humanos.Na última parte, a Mensagem se dirige à Igreja em cada região do mundo: às Igrejas no Oriente, faz votos de que possa praticar a fé em condições de paz e de liberdade religiosa; à Igreja na África pede que desenvolva a evangelização no encontro com as antigas e novas culturas, pedindo aos governos que acabem com conflitos e violências.Os cristãos na América do Norte, que vivem numa cultura com muitas expressões distantes do Evangelho, devem priorizar a conversão e estarem abertos ao acolhimento de imigrantes e refugiados.Os Padres Sinodais se dirigem à América Latina com sentimento de gratidão. "Impressiona de modo especial como no decorrer dos séculos tenha se desenvolvido formas de religiosidade popular, de serviço da caridade e de diálogo com as culturas. Agora, diante de muitos desafios do presente, em primeiro lugar a pobreza e a violência, a Igreja na América Latina e no Caribe é exortada a viver num estado permanente de missão, anunciando o Evangelho com esperança e alegria, formando comunidades de verdadeiros discípulos missionários de Jesus Cristo, mostrando no empenho de seus filhos como o Evangelho pode ser fonte de uma nova sociedade justa e fraterna. Também o pluralismo religioso interroga as Igrejas da região e exige um renovado anúncio do Evangelho."Já a Igreja na Ásia, mesmo constituindo uma minoria, muitas vezes às margens da sociedade e perseguida, é encorajada e exortada à firmeza da fé. A Europa, marcada por uma secularização agressiva, é chamada a enfrentar dificuldades no presente e, diante delas, os fieis não devem se abater, mas enfrentá-las como um desafio. À Oceania, por fim, se pede que continue pregando o Evangelho.A Mensagem se conclui fazendo votos de que Maria, Estrela da nova evangelização, ilumine o caminho e faça florescer o deserto.
Seminário reúne propostas para promoção do laicato
Terminou nesta sexta-feira, 26 de outubro, em Brasília (DF) o V Seminário da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB. O evento reuniu todos os Bispos Referenciais dos Leigos e das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) dos Regionais da CNBB, além de representantes do Conselho Nacional dos Leigos, dos Movimentos e Novas Comunidades e da Ampliada das CEBs. A primeira parte do seminário foi dedicada a um estudo sobre a fundamentação histórica do laicato. Para esta etapa, o padre Antônio José de Almeida, da diocese de Apuracana (PR) apresentou um histórico sobre o laicato, a partir do documento Apostolicam Actuositatem, do Concílio Vaticano II. Durante a exposição, padre Almeida também provocou os presentes sobre diversos aspectos da realidade do leigo na Igreja."Houve, também, uma troca de ideias e nos sentimos desafiados a fazer esta reflexão também junto ao laicato, sobre o papel e o lugar do leigo na Igreja", declarou dom Severino Clasen, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato. Para ele, é preciso ver o leigo como um sujeito da evangelização.O bispo relata que o estudo fomentou o debate sobre como fazer a mobilização do laicato no contexto da celebração dos 50 anos do Concílio. "Nós temos algumas propostas, que serão apresentadas ao Conselho Permanente da CNBB, e vamos debater com os bispos das comissões e regionais sobre como aquecer a fé, a esperança, a ação missionária, a presença dos leigos na Igreja e no mundo".O desejo da Comissão é que o leigo seja o tema central da Assembleia Geral dos Bispos do Brasil em 2014. "Também sonhamos com a proclamação de um Ano do Laicato, e promover um grande encontro dos organismos do Povo de Deus. Queremos fazer uma mobilização nacional, e mostrar a força do laicato", revela dom Severino.Outro aspecto destacado durante a reflexão do seminário foi o papel do bispo referencial na animação do laicato em cada Regional. "Ele deve ser uma presença ativa, especialmente nos momentos de planejamento e execução das atividades, inclusive formando lideranças leigas para continuar essa presença pastoral", conta do Severino, satisfeito com o evento. "Estou muito contente com a presença de todos. Vale a pena nos reunirmos e tirar o tempo, que é tão curto em nossas dioceses, para conversarmos sobre esta dimensão".
JMJ Rio2013: "uma preparação que é feita a várias mãos"
A comitiva responsável pelas viagens internacionais do Santo Padre, o papa Bento XVI, liderada por Alberto Gasbarri, encontra-se no Brasil para debater questões referentes à organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio 2013).
A comitiva também é formada por Stefannia Izzo e Paolo Corvini, que se juntaram ao grupo nesta quinta-feira, dia 25 de outubro. Durante o dia, eles visitaram espaços da possível presença do Papa, no Rio de Janeiro, durante a Jornada, que acontecerá de 23 a 28 de julho do próximo ano.
A Jornada é uma preparação que é feita a várias mãos. Há uma preparação, que é feita pela Igreja do Rio de Janeiro, a arquidiocese do Rio. Há uma preparação que é feita pelos governos, federal, estadual e municipal, e também pelos grupos da Santa Sé. O grupo que hoje visita o Rio de Janeiro é o grupo que cuida diretamente das viagens do Santo Padre.
"Foram apresentadas várias propostas e eles estão avaliando todas elas. Não só em termos de tempo, mas também em termos de espaço. O que é cada uma das propostas apresentadas, o que isso significa. Ao final da visita, que se encerra no próximo sábado, será emitido então um primeiro laudo, em que eles dão uma impressão do que foi a visita, do que é possível realizar e do que é impossível realizar. Depois vem um documento de Roma, com a programação definitiva, que é ligada à visita do Santo Padre", explicou o coordenador geral da JMJ Rio 2013, monsenhor Joel Portella Amado.
Com relação ao local para o encerramento do evento, que envolve vigília e missa, Guaratiba é uma possibilidade apresentada pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. Mas, ainda não há confirmação oficial. Estão sendo estudadas outras possibilidades. A comitiva também visitou, na última quarta-feira, dia 24, o Centro de Operações da Prefeitura, e demonstrou satisfação em conhecer a capacidade técnica e operacional, que, acreditam, favorece a mobilidade na Cidade Maravilhosa.
"Essa Comissão levará todas as propostas ao Santo Padre, para que ele defina como será sua presença aqui. É um belo momento e eu creio que a JMJ Rio2013 está dando passos importantíssimos, com todas essas definições, ao mesmo tempo em que sabemos e contamos com a boa vontade das autoridades, que são as pessoas que nos recebem muito bem e com grande preocupação de fazer o melhor possível para o Brasil e para o Rio de Janeiro", afirmou o arcebispo do Rio de Janeiro e presidente do Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Rio 2013, dom Orani João Tempesta.
"O encontro está sendo muito bom, e me parece que o responsável pelas viagens internacionais do Papa, Alberto Gasbarri, está satisfeito com os diversos lugares que temos visitado. Mas é claro que têm muitas outras coisas que ainda precisam ser definidas e, por enquanto, esse é o objetivo do trabalho", destacou o núncio apostólico no Brasil, dom Giovanni d'Aniello.
2º Seminário Igreja e Bens Culturais reúne 120 participantes
Nos dias 22 a 25 de outubro, a Comissão de Bens Culturais da Igreja do Regional Leste 2 da CNBB (Espírito Santo e Minas Gerais) realizou na Casa de Retiros São José, em Belo Horizonte (MG) o 2º Seminário Igreja e Bens Culturais.
Com o objetivo de refletir sobre a as técnicas de conservação e salvaguarda do patrimônio cultural da Igreja e sua importância na evangelização, o Seminário reuniu cerca de 120 participantes entre padres, religiosos, arquitetos, arquivistas, restauradores e pesquisadores das dioceses do Regional Leste 2 e do Brasil.
Durante o Seminário, os participantes puderam ampliar as discussões e debates sobre a legislação civil e canônica, técnicas de inventariação e catalogação de bens culturais, medidas de conservação e segurança, e adequações de novas edificações. A programação do Seminário incluiu ainda visitas guiadas ao Palácio do Governo do Estado de Minas Gerais, Basílica Nossa Senhora de Lourdes, Mosteiro Nossa Senhora das Graças, Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Moveis da UFMG, em Belo Horizonte, e museus e igrejas de Sabará (MG).
O 2º Seminário contou com a presença de representantes do Ministério Público Estadual (MPE), do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA). O presidente do IEPHA, Fernando Viana Cabral anunciou durante o evento o programa de monitoramento do patrimônio histórico em Minas Gerais. Segundo Fernando Viana, a partir do ano que as cidades históricas mineiras de Ouro Preto, Mariana, São João del-Rei, Tiradentes, Congonhas e Diamantina, contarão com câmeras de monitoramento do programa Olho Vivo. "Em Congonhas, as câmeras de vídeo vão proteger o Santuário do Senhor Bom Jesus do Matosinhos, os profetas e as capelas", afirmou Cabral, explicando que a primeira reunião para a implantação do serviço já foi feita com o secretário estadual de Defesa Social, Rômulo Ferraz.
Para o presidente de Comissão Igreja e Bens Culturais do Regional Leste 2 e arcebispo de Juiz de Fora, dom Gil Antônio Moreira, está havendo uma mudança de mentalidade para o combate a furtos, arrombamentos e degradação. "Estamos avançando, mas temos um longo caminho ainda a percorrer para aumentar a conscientização. E nesse processo o diálogo com instituições estaduais e federais tem nos ajudado".
Ao final do Seminário, os participantes redigiram uma petição que será encaminhada ao Senado Federal requerendo os direitos dos proprietários dos bens culturais e finalidade prioritária dos bens sacros.
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