Boletim Diário da CNBB - 25/07/2012
REFLEXÃO
Estamos vivendo em uma época que é marcada pela diferença vista não pelo critério da complementariedade, mas pelo critério da oposição e da hierarquia. Esta fato faz com que vivamos em uma sociedade marcada pelo conflito e pela disputa constante de supremacia sobre os demais, de modo que o outro é sempre um concorrente, não é nunca irmão ou irmã, companheiro de caminhada na construção do Reino de Deus. O Evangelho de hoje nos mostra que esses valores que fundamentam a vida das pessoas não vêm de Deus e nem conduzem para Deus. Somente a fraternidade, a justiça e o amor vão possibilitar um mundo marcado pela convivência pacífica entre os seres humanos.
COMEMORAÇÕES
Ordenação Presbiteral
- Dom Waldyr Calheiros Novaes, Bispo Emérito de Barra do Piraí-Volta Redonda - RJ
- Dom Washington Cruz, CP, Arcebispo de Goiânia - GO
Ordenação Episcopal
- Dom Paulo Francisco Machado, Bispo de Uberlândia - MG
- Comissão para Doutrina da Fé iniciará preparação do Subsídio Doutrinal
- Jovens participam de formação sobre a Jornada Mundial da Juventude
- Brasileiro eleito Superior-Geral dos Banabitas
- Ceris e Promocat alertam sobre golpe aplicado em diversas paróquias de todo país
- Pastoral da Mobilidade Humana participa de Seminário da Pastoral dos Migrantes
- Equipe prepara Seminário Nacional Missão e Juventude
- Elaboradores de Folhetos Litúrgicos se reúnem em Campos do Jordão
- CBJP reúne representantes de Comissões de Justiça e Paz de todo país
- Bispos do Tocantins divulgam nota sobre eleições municipais
- Bispos do Tocantins divulgam nota sobre eleições municipais
- Regional Sul 1 promove Assembleia da Catequese em Santa Fé (SP)
- Emoção marca encerramento do Ano Jubilar da Arquidiocese de Feira de Santana
Comissão para Doutrina da Fé iniciará preparação do Subsídio Doutrinal
A Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) fará uma reunião ordinária neste dia 30 de julho. O encontro será na residência do arcebispo de Brasília, e presidente da Comissão, dom Sérgio da Rocha de dom Sérgio da Rocha. O tema central da reunião será a elaboração do Subsídio Doutrinal cujo título previsto é "As razões da fé na ação evangelizadora".
Além da presença de dom Sérgio da Rocha, na ocasião, outros bispos também estarão presentes: o arcebispo de Salvador (BA), dom Murilo Sebastião Ramos Krieger; o bispo de Amparo (SP), dom Pedro Cipolini; o bispo Auxiliar do Rio de Janeiro (RJ), dom Paulo Cezar Costa. O assessor da comissão padre Antonio Luiz Catelan Ferreira, da Diocese de Umuarama (PR).
O objetivo da elaboração do Subsídio Doutrinal é contribuir para que os evangelizadores estejam em condições de apresentar a proposta de vida cristã e a doutrina eclesial de modo a responder adequadamente às principais dificuldades para crer e às objeções levantadas à fé no contexto atual. A preparação desse subsídio já estava prevista como contribuição específica da comissão, em vista do aprofundamento de um dos temas que mais se destacam nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora 2011-2015: o tema da fé.
No número 1 das Diretrizes se encontra a indicação de que se pretende nesse período favorecer uma volta "às fontes de fé". Ao concluir o capítulo II, que trata das "marcas de nosso tempo", afirma-se que "tempos de transformações tão radicais [...] são tempos propícios para volta às fontes e busca dos aspectos centrais da fé" (n. 24).
Novamente, ao introduzir as cinco urgências da Ação Evangelizadora, há a afirmação que elas "dizem respeito à busca e ao encontro de caminhos para a transmissão e sedimentação da fé, nesse período histórico de transformações profundas" (n. 28). Dessa maneira, a temática da fé une a análise da realidade atual às urgências pastorais e orienta a ação eclesial.
Por este motivo, a Comissão para a Doutrina da Fé propôs a elaboração de um subsídio em que se tratasse diretamente dessa questão. A celebração do Ano da Fé, convocado pelo papa Bento XVI, e a realização de uma Assembleia do Sínodo dos Bispos tendo por tema "A Nova Evangelização para a transmissão da fé", iluminaram e reforçaram a proposta da comissão, que escolheu dedicar seus esforços até o próximo ano à elaboração desse subsídio.
A previsão é de que ele possa ser publicado na Assembleia Geral da CNBB do próximo ano (2013).
Jovens participam de formação sobre a Jornada Mundial da Juventude
Com a proposta de formar multiplicadores em toda a Diocese, o Setor Juventude organizou uma formação sobre a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no último final de semana, 21 e 22 de julho. A atividade envolveu 73 pessoas, entre participantes e organização do encontro, realizado no Seminário São João Maria Vianney, em Bom Princípio.
De acordo com o assessor da Juventude na Diocese, Pe. Blásio Henz, a proposta é que os que estiveram na formação repassem os conhecimentos e as informações adquiridas a seus grupos e paróquias, fomentando a participação da Diocese na Jornada Mundial da Juventude.
O evento contou com a presença de integrantes do Grupo Betânia, de Porto Alegre, que trabalha com a evangelização da juventude, e com a coordenação do setor no Regional Sul 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Durante a formação, foi repassado o projeto da Diocese para participação na JMJ e os eventos de preparação, como o Bote Fé, em 10 de novembro, em Santa Maria, e a acolhida da Cruz Peregrina do Ícone de Nossa Senhora na Diocese, dias 24 e 25 de novembro.
Prepação da diocese
Padre Blásio explica que a Diocese possui um comunicador, um articulador e um assessor que estão trabalhando na preparação da Jornada. Mas a ideia é que cada uma das cinco áreas pastorais também escolham agentes para fomentar a proposta da JMJ.
A Diocese de Montenegro deve receber mil peregrinos para a pré-jornada. Para a JMJ, que ocorrerá ano que vem no Rio de Janeiro, ainda não há previsão de quantas pessoas da Diocese irão. Mas o Setor Juventude está planejando como serão as inscrições e o deslocamento dos participantes, a fim de que todos formem um grande grupo.
As inscrições para a Jornada estavam previstas para abrir no início deste mês, o que não aconteceu. Ainda não há uma nova estimativa. Quem quiser saber mais sobre a JMJ pode entrar em contato com Vitória, que está todas as quartas-feiras, das 13h30 às 17 horas, na paróquia de Brochier (51 3697-1163). Ou ainda pode acessar os sites Jovens Conectados (www.jovensconectados.org.br) e E ai, Tchê (www.eaitche.com.br).
Brasileiro eleito Superior-Geral dos Banabitas
Ceris e Promocat alertam sobre golpe aplicado em diversas paróquias de todo país
Pastoral da Mobilidade Humana participa de Seminário da Pastoral dos Migrantes
A Pastoral da Mobilidade Humana da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) juntamente com a Pastoral dos Migrantes da Arquidiocese de Fortaleza, apoiou a realização do seminário "Mobilidade Humana: Acolhida, Desafios e Garantia de Direitos Política de atendimento humanizado a imigrantes", sob a coordenação da irmã Eleia Scariot e equipe. O evento foi realizado nos dias 20 e 21 de julho de 2012, no Centro de Pastoral Maria Mãe da Igreja, em Fortaleza (CE), onde estiveram presentes mais de 50 pessoas.
Colaboraram com exposições e participaram dos debates: o Setor Pastoral da Mobilidade Humana da CNBB; representantes de órgãos do Estado do Ceará: Defensoria Pública da União, Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Escritório de Direitos Humanos Frei Tito; membros da Pastoral do Migrante e de outros setores pastorais e sociais da Arquidiocese; núcleo de estudantes internacionais; e, por fim, estudantes guineenses que, além de trazerem os temas atuais ao debate, contribuíram com uma bela apresentação cultural.
O seminário teve inicio com um momento de mística com a simbologia "sal e luz". Como referido, os participantes foram agraciados com um momento de interculturalidade: uma dança da Guiné-Bissau, apresentada pelos jovens estudantes do referido país.
Nos grupos de trabalho foram refletidas e trazidas à plenária as seguintes questões: Quais os maiores desafios enfrentados? Que respostas podemos elaborar para esses desafios? O que já está sendo feito e o que deve ser fortalecido? O que vamos priorizar? A partir destas foram traçadas algumas linhas norteadoras para a continuidade da ação em prol dos migrantes e refugiados no Estado do Ceará.
O tema central do seminário - Política de atendimento humanizado a imigrantes e refugiados - foi desenvolvido pela Ir. Rosita Milesi, membro do Setor Mobilidade Humana da CNBB e diretora do IMDH, um dos apoiadores do evento, que diante do cenário migratório de Fortaleza, que em sua fala e considerando as indicações dos participantes, fez algumas propostas, dentre elas:
- Fortalecer a união entre os estudantes internacionais e a Pastoral do Migrante, a fim de somar forças na solução das questões que angustiam os estudantes internacionais, sobretudo os de Guiné Bissau;
- Estimular os estudantes a participarem da reunião que em breve ocorrerá para esclarecer todos os pontos do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que foi firmado com as Faculdades que transgrediram seus compromissos com os estudantes;
- Organizar um Grupo de Trabalho para estudar a questão dos estágios acadêmicos para os estudantes internacionais, uma vez que eles estão com grande dificuldade de manter-se e os estágios são a única forma de conseguirem obter alguma remuneração, sem prejudicar os estudos, nem transgredir a legislação, além de evitar a exploração do eventual trabalho informal;
- Fortalecer a vivência da fé e oferecer oportunidades de celebrar, de maneira inculturada, as práticas religiosas dos refugiados e imigrantes;
- Dar especial atenção à situação em que vivem os estudantes internacionais cujo número supera os 2 mil no Estado do Ceará;
- Proporcionar os devidos encaminhamentos, junto com outras entidades locais, referentes à necessária solução a ser dada pelas autoridades brasileiras aos estudantes, particularmente os guineenses, que foram prejudicados em seus planos de estudo, devido ao tratamento inadequado dispensado por Faculdades locais. Vários problemas estão pendentes e as entidades promotoras do evento se comprometeram, em reunião realizada no dia 20, no âmbito do Seminário, a trabalhar a busca de soluções.
Atendimento humanizado, afirma Ir. Rosita, supõe a compreensão de que os imigrantes e os refugiados são seres humanos cuja dignidade e direitos decorrem desta condição e não do lugar onde nasceram ou de qual fronteira atravessaram. São humanos, como todos os humanos.
Equipe prepara Seminário Nacional Missão e Juventude
Elaboradores de Folhetos Litúrgicos se reúnem em Campos do Jordão
Desde o dia 24 até o dia 26 de julho está acontecendo, em Campos do Jordão (SP), o Encontro Anual dos Responsáveis por Folhetos Litúrgicos no Brasil Promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A proposta do encontro é proporcionar aos participantes a partilha de ideias, que contribuam com o aperfeiçoamento no serviço que os folhetos prestam à Igreja no Brasil.
O encontro, que acontece na Vila Dom Bosco, hotel e casa de encontros, conta com a presença dos assessores da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, padre José Carlos Sala e padre Hernaldo Pinto Farias. Além dos assessores, o evento reuniu representantes de folhetos litúrgicos de todo Brasil. Ao todo, estão presentes 15 pessoas, representantes de dez folhetos Litúrgicos.
Este ano, além da tradicional partilha da caminhada de cada um, haverá o estudo sobre a Oração Eucarística, sua teologia e critérios de escolha para as celebrações. Já no campo da música ritual, haverá o estudo sobre a importância do canto das partes fixas do Ordinário da Missa, trabalhando mais especificamente, o ato penitencial.
Segundo padre Hernaldo, o encontro é uma oportunidade para se avançar no serviço que os folhetos prestam à liturgia no Brasil, procurando aperfeiçoar este serviço e, enquanto CNBB e os responsáveis pelos folhetos, "trabalhar na mesma meta e seguir os mesmos passos, falando a mesma linguagem, aprofundando e buscando caminhos comuns", disse.
CBJP reúne representantes de Comissões de Justiça e Paz de todo país
Bispos do Tocantins divulgam nota sobre eleições municipais
Bispos do Tocantins divulgam nota sobre eleições municipais
Os cinco bispos das dioceses do estado do Tocantins publicaram, no último dia 15 de julho, uma nota com orientações sobre as eleições municipais deste ano. No documento, os bispos partem da constatação de que existe "uma profunda indignação do povo diante da falta de ética na política, especialmente, da corrupção que agrava a miséria de tantas pessoas".
Entretanto, tomando o voto como "um dos mais importantes atos de cidadania para as transformações sociais nos municípios e no país", os bispos orientam os eleitores ao voto consciente. Já aos candidatos, afirmam que mais importante que as promessas feitas na campanha, está o compromisso com as causas e os anseios do povo.A seguir, publicamos a íntegra da nota, que traz critérios para eleitores e candidatos, a partir da realidade do estado do Tocantins.
ELEIÇÕES 2012 - NOTA DOS BISPOS DO TOCANTINS"Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus!" (Mt 22,21)
Nós, Bispos da Igreja Católica, no Estado do Tocantins, dirigimo-nos às comunidades eclesiais, aos eleitores, aos candidatos a prefeitos e a vereadores, e a todas as pessoas de boa vontade, com o que segue:
Estamos nos aproximando das eleições municipais, marcadas para o dia sete de outubro deste ano. Um tempo particularmente propício para a participação consciente e responsável de todos na vida política, seja como eleitor, seja como candidato, fazendo valer o slogan: "voto não tem preço, tem consequência!".
A Igreja tem como missão, recebida de Jesus Cristo, iluminar a consciência das pessoas com a luz do Evangelho e dos valores do Reino de Deus, motivando-as ao exercício da plena cidadania. Neste sentido, o papa Bento XVI disse que "a política é mais do que uma simples técnica para a definição dos ordenamentos públicos: a sua origem e o seu objetivo estão precisamente na justiça, e esta é de natureza ética". E ainda mais: "a Igreja não pode nem deve tomar nas suas próprias mãos a batalha política para realizar a sociedade mais justa possível. Mas também não pode nem deve ficar à margem na luta pela justiça" (Cf. Deus Caritas Est, 28).
A política, enquanto serviço para a construção, a garantia e o aprimoramento da cidadania, deve ser praticada como busca sincera do bem-comum, de modo a promover os direitos dos cidadãos, a começar do âmbito municipal, e não segundo os interesses particulares de candidatos, de indivíduos ou de grupos.
Constatamos uma profunda indignação do povo diante da falta de ética na política, especialmente, da corrupção que agrava a miséria de tantas pessoas. Em meio ao desinteresse de muitos pela política se faz necessário retomar e fortalecer o compromisso social dos cristãos, enquanto cidadãos, procurando conhecer os candidatos para votar bem nas eleições e depois, acompanhar e fiscalizar o desempenho dos eleitos, prefeitos e vereadores.
O exercício do voto é um dos mais importantes atos de cidadania para as transformações sociais nos municípios e no país. O eleitor consciente, sujeito ativo de mudanças na construção de uma nova sociedade, vota com as mãos, o coração e a cabeça. E isso só é possível quando ele se sentir corresponsável pelo bem comum e se comprometer a dar a sua contribuição para concretizá-lo. No momento do voto, o eleitor não de põe seus direitos nas mãos do candidato, mas o nomeia como seu representante, não somente porque o escolhe para defender os valores, nos quais acredita, mas porque antes da eleição procura conhecer o seu programa de governo e depois o acompanha, tanto para dar o seu apoio como para cobrar o cumprimento das promessas de campanha.
O bom candidato, independentemente do seu poder econômico, não é aquele que promete mais; é, ao contrário, aquele que é comprometido com as causas e os anseios do povo, sobretudo dos mais pobres; é aquele que não governa para os seus próprios interesses; é aquele que não vive trocando de partido, conforme sua conveniência, geralmente para o partido que está no poder.
"As eleições municipais, como as deste ano, tem características próprias em relação às demais por colocar em disputa os projetos que discutem sobre os problemas mais próximos do povo: educação, saúde, segurança, trabalho, transporte, moradia, ecologia, lazer. Isso torna ainda mais importante a missão de votar bem, ficando claro para o eleitor que seu voto, embora seja gesto pessoal e intransferível, tem conseqüências para a vida do povo e para o futuro do País.
As eleições são, portanto, momento propício para que se invista, coletivamente, na construção da cidadania, solidificando a cultura da participação e os valores que definem o perfil ideal dos candidatos. Estes devem ter seu histórico de coerência de vida e discurso político referendados pela honestidade, competência, transparência e vontade de servir ao bem comum. Os valores éticos devem ser o farol a orientar os eleitos, em contínuo diálogo entre o poder local e suas comunidades" (cf. Mensagem da CNBB sobre as eleições municipais de 2012).
No caso concreto do Estado do Tocantins, destacamos como critérios para a votação, os seguintes: o comportamento ético dos candidatos; a defesa da vida, da família, da educação e da saúde, de todos, principalmente dos pobres e das comunidades tradicionais: indígenas e quilombolas. As qualidades imprescindíveis de um bom candidato são a honestidade, a competência, a transparência e a vontade de servir ao bem comum, comprovadas por seu histórico de vida.
Independentemente do perfil do candidato, a Igreja do Tocantins não emprestará sua voz, nem servirá de palanque eleitoral para nenhum candidato, pensando em ser beneficiada posteriormente e atendida nas suas solicitações. Seu compromisso primeiro é a favor da ética na política, a defesa da Lei da Ficha Limpa, contra a corrupção eleitoral, a compra de votos e o poder econômico de candidatos e partidos e a compra de votos.
Afirmamos, igualmente, com base nos vários Documentos, que a missão da Igreja é evangelizadora e de natureza eminentemente pastoral. Por isso "ela não concorda com a militância político-partidária de membros do clero ou de religiosos" (CNBB, Doc. 22,5; Puebla 524), por duas razões principais: primeiro, porque "o vasto e complexo mundo da política, da realidade social e da economia é campo próprio dos leigos" (Evangelii Nuntiandi 70); segundo, porque "a missão do presbítero tem algo de específico, na sua configuração do Cristo Pastor, que não se coaduna com a partidarização política" (CNBB, Doc. 75, 41). Mais explicito ainda é o Código de Direito Canônico: "os clérigos sãoproibidos de assumir cargos públicos que implicam participação no exercício do poder civil" (CIC, c. 285 § 3° e c. 287 § 2°).
Portanto, com base nestes textos pastorais e legislativos, membros do clero do Tocantins que se candidatarem a cargos eletivos, deixarão os seus ofícios eclesiásticos e estarão sujeitos, durante a campanha eleitoral e o exercício de eventual mandato, a restrições e a suspensão do uso de ordem. Aos outros padres recomendamos que não subam em palanques, nem façam campanhas e nem propagandas partidárias para candidatos a cargos eletivos.
Apesar da Sagrada Ordenação nunca se tornar nula, quando algum padre é suspenso do uso de ordem, deve deixar de usar o título de "padre" ou "frei", seja durante a campanha eleitoral ou no exercício de cargo eletivo.
Os leigos, membros de conselhos pastorais animadores de comunidade, ministros extraordinários, coordenadores de pastoral e de outras instâncias pastorais, ao se candidatarem a um mandato político, recomendamos o afastamento de suas funções durante o período eleitoral.
Por fim, incentivamos o empenho de todos na aplicação da Lei 9.840, de combate à corrupção eleitoral, bem como da Lei da Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de quem já foi condenado, em primeira instância, por um colegiado, ou que tenha renunciado a seu mandato para escapar de punições.
Deus abençoe e ilumine a todos, eleitores e candidatos, nas eleições municipais deste ano, para o bem do povo tocantinense e de todo o Brasil!
Palmas - TO, 15 de julho de 2012.
Dom Pedro Brito GuimarãesArcebispo de Palmas
Dom Rodolfo Luís WeberBispo Prelado de Cristalândia
Dom Giovane Pereira de MeloBispo de Tocantinópolis
Dom Romualdo Matias KujawskiBispo de Porto Nacional
Dom Phillip Eduard Roger DickmansBispo de Miracema do Tocantins
Regional Sul 1 promove Assembleia da Catequese em Santa Fé (SP)
Emoção marca encerramento do Ano Jubilar da Arquidiocese de Feira de Santana
Com a presença de grande multidão reunida desde as 15 horas deste domingo no largo junto à Estação de Transbordo, a Arquidiocese de Feira de Santana encerrou de forma solene a programação do seu Ano Jubilar.
A celebração eucarística contou com a presença de 11 bispos e mais de 60 sacerdotes. Um dos pontos altos da cerimônia e marcado de forte emoção foi a leitura da Bênção do Papa Bento XVI concedida ao povo fiel da Arquidiocese de Feira de Santana.
Sua Santidade convocou a todos a serem "sal da terra e luz do mundo" e a ser testemunhas vivas do Evangelho e protagonistas na construção de um mundo de paz, justiça e amor.
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