Brasília, 23 de agosto de 2011 – Nº 2616
REFLEXÃO
TERÇA-FEIRA - Mt 13, 44-46
O Evangelho de hoje nos mostra a parábola na qual Jesus compara o Reino de Deus com um tesouro e com uma pérola. A comparação com o tesouro nos mostra o valor que o Reino de Deus deve ter nas nossas vidas, um valor que não pode ser superado por nenhum outro valor deste mundo. A pérola nos mostra a preciosidade inigualável que é o Reino de Deus para todas as pessoas. E tanto o valor como a preciosidade do Reino de Deus significam que todas as outras coisas perdem sua importância diante dele e só têm sentido enquanto contribuem para que o homem possa chegar até Deus.
COMEMORAÇÕES
Ordenação Episcopal
· Dom Augusto Alves da Rocha, Bispo Emérito de Floriano - PI, 1975
· Arquidiocese firma acordo com TJ para ajudar na ressocialização de presos
· Dom Eduardo Koaik segue internado em Piracicaba
· Nota Pública da CPT condena violência contra quilombolas
· Comenda Dom Luciano será entregue na próxima sexta-feira
· Senado Federal e sociedade civil debatem corrupção e impunidade no Brasil
· Regional Sul 3 estuda DGAE e reflete operacionalização da Assembleia da Igreja no RS
· Regional Maranhão da Cáritas Brasileira realiza curso de economia solidária para jovens
· Religiosa fala de experiência missionária em Moçambique
· Arcebispo de Madri faz um balanço da Jornada Mundial da Juventude
· Nota pelo falecimento de Dom Ângelo Maria Rivato
· 7º Sulão de Catequese reúne 300 pessoas e conta com a participação de vários bispos
ACESSE TAMBÉM:
· Notícias: www.cnbb.org.br
· Liturgia Diária: www.cnbb.org.br/liturgia
ACOMPANHE
Arquidiocese firma acordo com TJ para ajudar na ressocialização de presos
O arcebispo de Salvador, dom Murilo Krieger, a presidente do Tribunal de Justiça, Telma Brito, e o sub-secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização do estado da Bahia (Seap), Carlos Sodré, assinaram na manhã desta terça-feira, 23, o termo de acordo e cooperação técnica do programa “Começar de Novo”. Após a solenidade de assinaturas foi realizada uma mesa redonda nos estúdios da Rádio Excelsior da Bahia. “É muito importante um gesto como este. Toda a sociedade deve estar envolvida e deve dar a sua contribuição. Que Deus abençoe os que vão trabalhar e aqueles que serão reinseridos na sociedade”, afirmou dom Murilo Krieger.
Concebido para sensibilizar órgãos públicos e a sociedade civil, o programa Começar de Novo é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça que visa promover a ressocialização e a consequente inserção social de presos, egressos, cumpridores de penas alternativas e também de adolescentes em conflitos com a lei, além de reduzir a reincidência na prática criminal. De acordo com Telma Brito, o Programa Começar de Novo é de suma importância para a sociedade.
“A relevância do Começar de Novo é ímpar e o Poder Judiciário está convencido do papel que exerce na reintegração do apenado à sociedade. Temos que adotar ações e medidas que assegurem a recuperação dos egressos”, destacou a presidente do TJ.
A Igreja sempre se fez presente nos cárceres, levando uma voz de conforto, fé e esperança aos apenados. Em Salvador, esta voz se faz por meio da Pastoral Carcerária da arquidiocese. Durante a assinatura do acordo, empresas da iniciativa privada também firmaram parceria com o programa.
“Os egressos precisam trabalhar, serem respeitados e tratados como seres humanos. Se fala muito em reincidência, mas na verdade é falta de oportunidade”, afirmou a irmã Maria de Fátima Nery, que há 25 anos trabalha na Pastoral Carcerária.
Dom Eduardo Koaik segue internado em Piracicaba
O bispo emérito de Piracicaba (SP), dom Eduardo Koaik, 85, foi internado na segunda-feira, 22, para mais uma cirurgia contra o câncer. O bispo encontra-se na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Unimed de Piracicaba, e segue por tempo indeterminado.
Dom Eduardo Koaik foi bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) quando, no dia 7 de dezembro de 1979, o papa João Paulo II transferiu-o para Piracicaba, atendendo pedido de dom Aníger Francisco de Maria Melillo que, com problemas de saúde, solicitou um bispo coadjutor. Tomou posse no dia 28 de fevereiro de 1980 como bispo coadjutor com direito à sucessão e administrador apostólico. Com a renúncia de dom Aníger em 11 de janeiro de 1984, tornou-se o terceiro bispo de Piracicaba.
Outras informações estão disponíveis na assessoria de comunicação da diocese de Piracicaba: (19) 2106-7555 ou no site www.diocesedepiracicaba.org.br ou no e-mail: comunicacao@diocesedepiracicaba.org.br
Nota Pública da CPT condena violência contra quilombolas
A coordenação nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT) emitiu mais uma nota pública condenando a violência contra os quilombolas, em Brejo dos Crioulos (MG).
Leia abaixo a nota da CPT contra a violência em Minas Gerais.
NOTA PÚBLICA
Violência contra quilombola em Minas Gerais
A Coordenação Nacional da CPT mais uma vez vem se manifestar por mais uma violência contra trabalhadores do campo, neste caso contra quilombolas. A morosidade do Estado em resolver os conflitos é responsável pela violência que persiste.
Na madrugada de 20 de agosto de 2011, no Território Brejo dos Crioulos, norte de Minas Gerais, o "segurança" do fazendeiro Raul Ardido Lerário, dono de um dos maiores latifúndios dentro do território quilombola, Roberto Carlos Pereira desferiu duas facadas no quilombola Edmilson de Lima Dutra (conhecido por Coquinho) que foi transferido em grave estado de saúde ao hospital da cidade de Brasília de Minas.
O agressor está foragido e, segundo informações, trabalha há mais de 12 anos para o citado fazendeiro. Ele já havia feito ameaças de morte a outros moradores, entre os quais a Zé do Mário.
Essa agressão e tentativa de assassinato não é um fato isolado. Empregados do mesmo fazendeiro assassinaram, em 2009, Lídio Ferreira Rocha, irmão de Francisco Cordeiro Barbosa - Ticão, vice-presidente da Federação Quilombola e liderança local.
O território quilombola Brejo dos Crioulos se localiza nos municípios de Varzelândia, São João da Ponte e Verdelândia, Norte do Estado de Minas Gerais. A comunidade Negra formada por famílias de ex-escravos ali vive desde o século XIX. Entre 1925 e 1930 por um processo de grilagem de terras, grande parte do Brejo dos Crioulos ficou nas mãos de latifundiários, processo que se consolidou nas décadas de 1950 e 1960. Segundo laudo antropológico, 17.302 ha formam o território quilombola e destes 13.290 ha. estão nas mãos de nove fazendeiros.
Há aproximadamente 12 anos, os quilombolas vêm lutando pela conquista/retomada de seu território, recorrendo às autoridades competentes, registrando Boletins de Ocorrência nos casos de agressões e ocupando latifúndios para forçar uma solução para o seu problema. Mas, em quase todos os casos a posição do Estado tem sido em benefício dos latifundiários, emitindo mandados de reintegração de posse que são cumpridos com rapidez e violência pela Polícia Militar do estado. Por sua vez, os fazendeiros têm contratado pistoleiros armados que ameaçam constantemente os quilombolas. São muitos os casos de ameaças e até quilombolas foram baleados.
O processo de reconhecimento do Território Quilombola Brejo dos Crioulos desde abril se encontra na Casa Civil para a assinatura do decreto de desapropriação – esperando a assinatura da Presidenta Dilma. Enquanto as autoridades competentes tardam em resolver os problemas, o latifúndio continua a mostrar sua capacidade e força, atentando contra vida de quem luta em defesa de seus direitos.
A Coordenação Nacional da CPT espera que o decreto de desapropriação do território quilombola Brejo dos Crioulos seja assinado imediatamente pela presidenta Dilma Rousseff e seja encaminhado para os demais processos de titularização, com isto evitando que novos atos de violência se repitam. É hora de fazer valer o que a Constituição Federal determinou no Artigo 68 do ato das Disposições Constitucionais: “aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos”.
Goiânia, 22 de agosto de 2011.
A Coordenação Nacional
Comenda Dom Luciano será entregue na próxima sexta-feira
Por ocasião do 5º aniversário do falecimento de dom Luciano Mendes de Almeida, a Faculdade Arquidiocesana de Mariana (FAM), na pessoa de seu reitor e arcebispo metropolitano da arquidiocese de Mariana (MG), dom Geraldo Lyrio Rocha, realizará o ato solene de outorga da Comenda Dom Luciano Mendes de Almeida do Mérito Educacional e Responsabilidade Social, que será realizado na próxima sexta-feira, dia 26.
Uma missa, na Catedral de Mariana, abrirá as comemorações. Logo após a cerimônia haverá a solenidade de entrega da Comenda, no Centro Cultural Arquidiocesano Dom Frei Manoel da Cruz (Palácio dos Bispos).
Serão agraciadas com a Comenda as seguintes personalidades e entidades: Cardeal dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo (SP); cardeal dom Serafim Fernandes de Araújo, arcebispo emérito de Belo Horizonte (MG); padre Paulo Vicente Ribeiro Nobre, assessor arquidiocesano da Dimensão Catequética da arquidiocese de Mariana (MG); irmã Carmem Mendes de Carvalho, coordenadora da residência arquiepiscopal durante o episcopado de dom Luciano; irmã Neusa Quirino Simões / Companhia de Maria - ex-secretária de dom Luciano na CNBB e o grupo NATA – Núcleo de Apoio aos Toxicômanos e Alcoólatras / Ouro Preto (MG).
Dom Luciano foi arcebispo de Mariana durante 18 anos (1988 a 2006) e faleceu no dia 27 de agosto de 2006. Atuou como secretário e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) por dois mandatos consecutivos em cada uma das funções. Estimado por todo o episcopado brasileiro, dom Luciano ficou conhecido especialmente pelo seu amor aos pobres e excluídos e pela defesa dos direitos humanos.
Senado Federal e sociedade civil debatem corrupção e impunidade no Brasil
Uma Audiência Pública no Senado Federal, em Brasília, agitou a manhã de hoje, 23, dos senadores. Proposta pelo senador Pedro Simon, que faz parte da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), a Audiência debateu a corrupção e a impunidade no Brasil e as formas de combatê-las. Foram convidadas a falar aos parlamentares, algumas entidades da sociedade civil, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, foi um dos convidados para a audiência pública no Senado Federal, proposta pelo senador Pedro Simon. Ophir comparou a corrupção a um câncer em estado de metástase, ou seja, que se espalha pelo sistema público de forma descontrolada. “Esse grande câncer, que está em metástase no serviço público brasileiro, deve ser expurgado. Mais de 47 bilhões de reais são enviados ao ralo da corrupção por ano. Chega de falação. Devemos agir. O parlamento é responsável pela fiscalização da corrupção e deve cumprir seu dever constitucional. Ação já”, enfatizou Ophir.
Ainda segundo o presidente da OAB, não é por falta de leis que a corrupção não é combatida no país, mas “pela falta de aplicabilidade e de punibilidade”.
“Não é somente o Congresso culpado pela corrupção. Deve haver um comprometimento maior do judiciário. Os poderes são independentes e não devem esperar um pelo outro. Devemos exercer as nossas funções para a sociedade e pela sociedade”, afirmou Ophir Cavalcante.
A OAB entrará com uma ação de inconstitucionalidade, no Supremo Tribunal Federal, nas leis sobre o financiamento de campanhas eleitorais por pessoas jurídicas. “Aí está o embrião da corrupção, no financiamento de campanha por pessoas jurídicas”, destacou Ophir Cavalcante.
Já o bispo de Ipameri (GO) e representante da CNBB na Audiência Pública, dom Guilherme Werlang, destacou as lutas sociais que a CNBB está engajada, como a aprovação imediata e integral do texto da lei da Ficha Limpa pelo STF e pela reforma política no país.
“A CNBB se sente honrada por participar dessa Audiência. Um debate franco com o parlamento e com a sociedade brasileira. A CNBB quer ser parceira no aperfeiçoamento das instituições democráticas, e só logrará êxito eliminando de vez por todas a corrupção e a impunidade”, ressaltou dom Guilherme.
Para dom Guilherme, a Reforma Política deve ser profunda e não “pequenos reparos como numa colcha de retalhos”. “A luta pela corrupção ensejou mobilização social em outros tempos. Devemos lutar, agora, pela ética em todos os aspectos públicos, buscando a autêntica democracia”.
O reitor da Universidade de Brasília (UnB), José Geraldo de Sousa Júnior, também falou sobre o tema. Segundo o reitor, a universidade é o espaço apropriado para o diálogo sobre corrupção para formar cidadãos engajados no combate a essa prática. “A universidade tem um acervo de conhecimento e um protagonismo ímpar. Por isso acho que audiências públicas poderiam ser feitas nesse espaço, para que possamos formar novos cidadãos. Devemos criar esse diálogo entre poderes e universidades”.
O representante do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), o magistrado Marlon Reis, falou sobre a transparência nas campanhas eleitorais. “Hoje é impossível para a Justiça Eleitoral saber o que é doação e quem são esses financiadores. Somente com o financiamento público vem esclarecer essa prática obscura”.
O presidente da Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal, Bolivar Steinmetz, explicou de forma técnica (penal e administrativamente) sobre a corrupção no serviço público e suas atuais penalidades. Ele citou duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que tramitam no Senado sobre a maior punibilidade dos funcionários públicos pegos em caso de corrupção, e defendeu o bloqueio dos bens do acusado.
Regional Sul 3 estuda DGAE e reflete operacionalização da Assembleia da Igreja no RS
Teve início na manhã desta terça-feira, 23, a Reunião dos Organismos do Regional Sul 3 da CNBB (Rio Grande do Sul). Motivados pela expressão “Enraizados em Cristo”, os bispos, coordenadores diocesanos de pastoral, coordenadores dos setores e pastorais regionais, Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) e Institutos Seculares da Igreja gaúcha desejam rezar e aprofundar as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil (DGAE).
Além disso, o encontro vai refletir a operacionalização das decisões da 8ª Assembleia da Igreja no Rio Grande do Sul, realizada em junho deste ano. De acordo com o secretário executivo do Regional Sul 3, padre Ademar Agostinho Sauthier, a Igreja do Rio Grande do Sul, inserida na cultura urbana e em estado permanente de missão, animada pela Palavra de Deus, à luz das DGAE, tem como prioridade: a evangelização da juventude; o cuidado com a vida; a conversão pastoral e reorganização eclesial para a missão; a formação inicial e permanente à vida cristã.
Durante a programação, ainda serão destacadas questões relacionadas à evangelização da juventude, partilhando as experiências vivenciadas na Jornada Mundial da Juventude, a viabilidade da exposição itinerante de Arte Sacra nas dioceses que compõem o Regional e os compromissos comuns: Projeto Igreja Solidária Rio Grande do Sul – Moçambique-Amazônia; Comunidades Eclesiais de Base; Dia Nacional da Juventude; Romaria do Trabalhador e Romaria da Terra. O evento segue até o meio dia de amanhã, 24. Marca o retorno do padre Ademar Agostinho Sauthier como secretário executivo Regional Sul 3.
Regional Maranhão da Cáritas Brasileira realiza curso de economia solidária para jovens
A Cáritas Brasileira no Maranhão realizou de 4 a 7 de agosto, na comunidade Sumaúma, município de Itapecuru Mirim (MA) o 2º Módulo do Curso de Economia Popular Solidária para Jovens Agricultores. Com o tema “Agro-ecologia”, contou com a participação de 35 jovens das diversas regiões do estado.
O curso foi assessorado pela equipe técnica do Projeto Rede Mandioca: José Filho, Rose e José Sousa. É executado pela Cáritas Brasileira do Maranhão através do Projeto Rede Mandioca com apoio financeiro do Banco do Nordeste. O projeto é desenvolvido na Linha do Desenvolvimento Solidário Sustentável e Territorial.
Religiosa fala de experiência missionária em Moçambique
A leiga missionária e religiosa franciscana capuchinha, Flor de Maria Nascimento, há quatro meses na diocese de Lichinga, norte de Moçambique, pelo projeto missionária além-fronteiras dos Regionais Nordeste 4 (Piauí) e 5 (Maranhão) fez uma breve avaliação dos trabalhos desenvolvidos naquele país.
Além de Flor de Maria, a equipe missionária é composta por outras irmãs capuchinhas (brasileiras), pelos leigos para o desenvolvimento (portugueses), padres da consolata, pelas Irmãs da Imaculada Conceição (moçambicanas), Postelianas (brasileiras e moçambicanas). Todos trabalham na paróquia de São Miguel Arcanjo, que está sob a responsabilidade dos padres da Consolata. A equipe se reúne a cada 15 dias para programar e avaliar as atividades.
De acordo com irmã Flor de Maria, são desenvolvidas atividades com as mulheres, fazendo pequenas oficinas de corte e costura, artesanato, tricô e crochê e outros. Com os jovens desenvolvem trabalhos na área da evangelização, pastoral universitária, alfabetização e oficinas de leituras e com as crianças, além de acompanhamento na catequese e assessoria a grupos da Infância e Adolescência Missionária.
“As dificuldades encontradas (malárias, parasitas e outras enfermidades que surgem) são pouca coisa diante das oportunidades, aprendizagem e alegrias proporcionadas pela convivência com este povo. Louvo e agradeço a Deus por esta oportunidade que me foi dada e que deixa o desejo de querer continuar mais e mais”, declarou irmã Flor.
A equipe também faz acompanhamento nos postos de saúde da diocese e se dedica ao atendimento aos doentes através do método da bioenergética e o tratamento pelas plantas medicinais.
Arcebispo de Madri faz um balanço da Jornada Mundial da Juventude
Ainda embalados pelo clima da Jornada Mundial da Juventude de Madri, o arcebispo anfitrião, cardeal Antônio Maria Rouco Varela, fez um balanço do evento.
“Um balanço pastoral, espiritual, apostólico e humano riquíssimo”, disse o cardeal, ressaltando o encontro dos jovens com Cristo. “Sim, o papa estava ali, mas quem estava presente era Deus. E o papa quis favorecer essa profunda relação pessoal com Cristo”, ressaltou.
O cardeal disse acreditar que esse encontro será um marco de grandes mudanças na vida de muitos jovens ali presentes. Sublinhou também a grande comunhão eclesial reforçada pelo evento, no qual as várias realidades da Igreja trabalharam juntas.
Dom Antônio Maria falou ainda sobre as fortes imagens da noite da Vigília de Oração, no aeroporto de Quatro Vientos, acometida por uma tempestade de 20 minutos que não intimidou nem o papa nem os jovens. Ressaltou o momento da adoração eucarística: “o silêncio imenso daquela multidão infinita, concluída com uma demonstração de grande alegria originada diretamente do coração”.
“Sim, a alegria dos jovens foi esplêndida”, enfatizou o cardeal, que concluiu: “foi um testemunho do Evangelho, um testemunho de que a vida pode ser vivida com alegria mesmo nas situações difíceis”.
Nota pelo falecimento de Dom Ângelo Maria Rivato
“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim,
ainda que tenha morrido, viverá” (Jo 11,25)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil recebeu com pesar a notícia do falecimento de Dom Ângelo Maria Rivato, bispo emérito de Ponta de Pedras, no Estado do Pará, ocorrido no último sábado, dia 20, aos 87 anos, na Itália.
Nascido em 1924, em San Giovanni Iparione, Verona, Itália, Dom Ângelo entrou na Companhia de Jesus, em 1951. Em 1967, foi nomeado o primeiro bispo Prelado de Ponta de Pedras, missão que exerceu até 2002.
Ao longo de seus 35 anos de pastoreio em terras Amazônicas, Dom Ângelo deu testemunho de sua fé na Ressurreição do Senhor e anunciou destemidamente o amor misericordioso de Deus para com todos, muito bem expresso no seu lema episcopal: “Onde está o amor, aí está Deus”. Agora, é chamado a experimentar o gozo da alegria eterna, prêmio da fidelidade à sua vocação de discípulo-missionário de Jesus.
Nesse momento, a CNBB se une em prece aos familiares, amigos e co-irmãos da Companhia de Jesus, que pranteiam o passamento deste grande pastor e servo de todos, a quem está reservada “a coroa da justiça” (2 Tm 4,8), recompensa para os justos que colocam sua confiança no Senhor.
Brasília, 22 de agosto de 2011
SG. nº 0814/11
Leonardo Ulrich Steiner
Bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia
Secretário Geral da CNBB
7º Sulão de Catequese reúne 300 pessoas e conta com a participação de vários bispos
Uma missa, presidida pelo arcebispo emérito de Campo Grande (MS), dom Vitório Pavanello, marcou a abertura do 7º Sulão de Catequese. O encontro, realizado em São José do Rio Preto (SP), refletiu a "mistagogia como novo caminho formativo de catequistas". 300 pessoas, representando dioceses de cinco estados, participaram do evento, que aconteceu entre os dias 19 e 21.
Desde 1988, quando foi realizado pela primeira vez, o Sulão teve sua história recordada em vídeo apresentado pelo coordenador da catequese no Regional Sul 1 da CNBB, padre Paulo César Gil. A fala de acolhida do presbítero foi reforçada pela exposição do bispo de São José do Rio Preto, dom Paulo Mendes Peixoto; que apresentou a mensagem do presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, dom Jacinto Bergman. "Nós queremos que vocês se sintam em casa para que aproveitem bem esse momento de formação", disse dom Paulo.
O programa do encontro, desenvolvido em quatro etapas, teve como primeiro conferencista o padre Mário de França Miranda. Apresentando a "compreensão da fé a partir de Jesus Cristo", o padre fez considerações sobre a sociedade de hoje para mostrar que as tensões verificadas nas relações acabam repercutindo dentro da Igreja. "O plano de Deus é fazer com que toda a humanidade seja uma família; com perdão, com partilha de bens e solidariedade", concluiu o expositor.
Contando com as presenças dos bispos: de Rondonópolis (MT), dom Juventino Kestering, e de Palmas/Francisco-Beltrão (PR), dom José Antônio Peruzzo, o Sulão de Catequese foi marcado pela espiritualidade vivenciada nas Celebrações Eucarísticas, nos momentos de oração e de inspiração mariana; todos coordenados pelos regionais representados.
Experiência do Mistério
A segunda etapa do encontro, celebrada no dia 20, contou com exposição do padre Edinei da Rosa Cândido. Os trabalhos, mediados pela representante do Regional Sul 4, irmã Marlene Bertoldi, refletiram sobre "a dimensão mistagógica no mistério do catequista". O momento foi concluído com a apresentação de perguntas elaboradas pelos presentes.
A terceira conferência, feita pela irmã Maria Aparecida Barboza, considerou "o discípulo formando e formador de novos discípulos". "A dimensão catequética está presente em todas as pastorais", refletiu a religiosa, que conduziu na sequência de sua exposição um momento de Leitura Orante da Bíblia. "O discípulo sabe que ele segue o mestre. A catequese mistagógica nos aproxima de Jesus", completou a irmã Maria Aparecida.
Antes do momento celebrativo que destacou os 25 anos de animação bíblico-catequético no Regional Sul 1, o bispo de Palmas/Francisco Beltrão, dom José Antônio Peruzzo, presidiu a Eucaristia refletindo sobre a Palavra e a pessoa. "Deixar-se transformar pelo encontro: acolher a Palavra proporciona vivências e experiências muito significativas", disse ele.
Nova formação
Com a saudação inicial do bispo de Limeira (SP), dom Vilson Dias de Oliveira, o último dia do 7º Sulão de Catequese foi dedicado à elaboração, por regional, de três compromissos à luz das conferências realizadas durante o encontro. As avaliações e sugestões, verificadas nas reuniões, foram encaminhadas aos coordenadores regionais para a elaboração de síntese.
O Sulão de Catequese, que em 2013 celebrará 25 anos de história, teve sua 7º edição encerrada em Missa presidida por dom Paulo Mendes Peixoto. "Foi um momento marcante e significativo. Importante refletir sobre uma catequese mais bíblica e vivencial. Que cada um possa assumir a missão de ser um agente transformador da realidade", concluiu o bispo de São José do Rio Preto (SP).
ENDEREÇO
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