segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Boletim Diário da CNBB, 22 de agosto de 2011

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Brasília, 22 de agosto de 2011 – Nº 2615       
       
REFLEXÃO       
SEGUNDA-FEIRA - Lc 1, 26 - 38

Jesus se insere na história da humanidade e, ao fazê-lo, também passa a ter uma história. Ele é verdadeiramente homem e assume em tudo a condição humana, menos o pecado Ao comemorarmos a Imaculada Conceição da Virgem Maria, estamos comemorando um fato da história do próprio Cristo, pois a Imaculada Conceição de Maria está condicionada ao nascimento de Cristo, uma vez que Deus estava preparando o ventre digno de receber seu próprio Filho. Com isso, podemos perceber a ação do Deus que é Senhor da história e que, agindo na própria história da humanidade, conta com a colaboração de todos para a realização do seu plano. 
       
       
NOTÍCIAS       
       
·       Encontro Nacional de Arte Sacra reflete a importância do espaço sagrado para a vivência da fé  
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Regional Nordeste 4 realiza 11º Nordestão de Presbíteros       
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Morre dom Ângelo Maria Rivato, bispo emérito de Ponta de Pedras        
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Congresso se debruça sobre os problemas da família na sociedade atual  
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Festa brasileira em Madri é prejudicada pelo mau tempo 
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Em Madri, bispos brasileiros falam sobre a JMJ no Rio  
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Cruz da JMJ 2013 e Ícone de Nossa Senhora chegam ao Brasil em setembro 
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JMJ no Brasil vai estimular espírito missionário do jovem, diz dom Eduardo     
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Dom Orani fala sobre a JMJ no Rio de Janeiro   
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Bento XVI agradece aos voluntários da JMJ      
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JMJ: De Madri para o Rio de Janeiro    
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Bento XVI aos jovens: “Não tenhais medo do mundo!”     
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Aeródromo está lotado para a vigília da JMJ    
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Feira das Vocações chama a atenção dos jovens na JMJ   
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Bento XVI exorta os seminaristas a não terem medo de ambiente que exclui Deus  
       
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Encontro Nacional de Arte Sacra reflete a importância do espaço sagrado para a vivência da fé

Com o tema “O sagrado e o mistério”, aconteceu nos dias 17 a 21, em Recife (PE), o 8º Encontro Nacional de Arte Sacra, evento que reuniu cerca de 200 pessoas de diversos estados brasileiros, entre artistas, arquitetos, padres, religiosos e interessados em construção e reformas de igrejas. O encontro teve ainda a participação de 40 seminaristas da arquidiocese de Olinda e Recife e alunos dos cursos de teologia e arquitetura da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).

Por duas manhãs, o tema central do Encontro foi abordado pelo professor da Faculdade Jesuíta de Belo Horizonte (MG), padre João Batista Libânio, que discorreu sobre a compreensão da religião que administra o sagrado; da religiosidade que se nutre do sagrado; e da fé que alimenta e critica o sagrado.

“A fé não precisa do espaço sagrado, não precisa de nenhum recurso religioso, no entanto, a arquitetura pode ajudar a pessoa a viver a fé. A arquitetura sagrada deve realizar um ‘corte’, fazer sair do ordinário e conjugar algo de ‘fascinante e tremendo’”, afirmou o palestrante.  Citando o teólogo e bispo italiano Bruno Forte, padre Libânio associou a figura do Deus Pai ao silêncio, Filho à Palavra e Espírito Santo ao encontro.  Animou aos arquitetos e artistas presentes a “vestir o Pai, criar espaços de silêncio”, que favoreçam a “experiência do Filho, o desejo de ouvir a Palavra e o desejo de encontrar, de abraçar alguém”.

O professor da Unicap, por sua vez, padre Jacques Trudel, levou os participantes a pensar sobre a “Fonte Batismal”. Ele mostrou diversas imagens de batistérios norte americanas e européias. O arquiteto português, professor da Universidade de Lisboa, Bernardo Miranda, apresentou projetos recentes de igrejas em Portugal, com obras marcadas pela influência da “arquitetura chã” portuguesa, estrutura clara e robusta, com superfícies lisas e pouca decoração.

Já o filósofo Luciano Costa Santos, professor da Universidade Estadual da Bahia, estudioso das relações entre literatura e a religião católica, fechou o encontro com um belo passeio sobre a poesia brasileira, e as diversas referências à experiência do espaço sagrado.

Ainda houve apresentação de projetos de dois escritórios de arquitetura do Nordeste, Arremate Arquitetura, de Maceió; e Lilia Campelo, de Recife. A partir das soluções apresentadas em novas igrejas, reformas e intervenções em edifícios de valor histórico, foi suscitada a reflexão sobre os desafios  que são frequentemente  propostos aos arquitetos e artistas na relação com as comunidade e Igreja do Brasil.

O encontro teve a participação do arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, que presidiu a celebração na nova igreja da Oficina Brennand, obra do arquiteto Paulo Mendes da Rocha. O encerramento do encontro teve  coquetel ao som de banda de frevo. Foi marcado por  um clima de festa que reuniu a todos no estudo e no convívio fraterno.      
       
Regional Nordeste 4 realiza 11º Nordestão de Presbíteros

Nos dias 22 a 25, representantes de paróquias das dioceses dos cinco Regionais do Nordeste da CNBB se reúnem em Teresina (PI) para o 11º Nordestão de Presbíteros. O evento é realizado pelo Regional Nordeste 4 da CNBB (Piauí) e tem como tema “Identidade Presbiterial no Nordeste”, que propõe registrar as reflexões da vida do presbítero e expressar todas as experiências vividas em paróquias e dioceses.

“O Nordestão cria um clima de fraternidade, estudo, oração e lazer que proporciona o fortalecimento de toda a Igreja, preservando a unidade e a identidade dos Presbíteros que vivem suas missões e seus ministérios nas realidades do cotidiano nordestino”, explicam os organizadores do Nordestão.

O encontro contará com a assessoria do secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, e do arcebispo de Brasília, dom Sérgio da Rocha, que é presidente da Comissão Episcopal de Pastoral para Doutrina da Fé.

O evento terá início com a acolhida dos presbíteros, às 18h. Dia 23, pela manhã, acontece a abertura oficial e acolhida, presidida por dom Sérgio da Rocha. Na programação consta que a primeira Conferência será com dom Leonardo.

Além de Conferencias, os participantes do 11º Nordestão terão a oportunidade de conhecer o Santuário de Santa Cruz dos Milagres e visitarem lugares que caracterizam a cidade de Teresina.     
       
Morre dom Ângelo Maria Rivato, bispo emérito de Ponta de Pedras

Morreu no último sábado, dia 20, na Itália, devido a complicações de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), o bispo emérito de Ponta de Pedras (PA), dom Ângelo Maria Rivato, 87 anos. Ele atuou durante 35 anos em terras amazônicas e foi o primeiro bispo prelado de Ponta de Pedras, de 1967 a 2002.

Em setembro de 2009, por decisão de sua Congregação (Companhia de Jesus) foi residir em Gallarate, Itália, onde há uma casa dedicada aos padres e bispos idosos. Ultimamente, acometido por dois AVC, veio a falecer sábado às 22h, horário de Brasília (DF).

Natural de San Giovanni Iparione, Verona, Itália, dom Ângelo estudou Filosofia e Teologia em Vicenza. Entrou para a Companhia de Jesus, em 1951. Foi vigário e cooperador em Vicenza, até 1959. Ele trouxe para Belém (PA) a Obra de Maria Focolares, em 1963. Foi vigário-geral em Belém, em 1964.

Além disso, dom Ângelo participou da última sessão do Concílio Vaticano II.

Seu lema episcopal foi “Ubi Caritas Ibi Deus” (Onde está o amor, aí está Deus).
       
Congresso se debruça sobre os problemas da família na sociedade atual

Belo Horizonte (MG) sediou nos dias 19 a 21, o 13º Congresso Nacional da Pastoral Familiar, com o tema “Família, pessoa e sociedade” que reuniu cerca de 1.000 pessoas. Várias palestras aconteceram durante o encontro, entre elas, o tema central do congresso, ministrado pelos padres Jorge Alves Filho, assessor arquidiocesano da Pastoral Familiar em BH e João Batista Libânio, jesuíta, professor da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia.

Paralelamente, aconteceu também o 9º Seminário Nacional de Assessores da Pastoral Familiar, no dia 19. O evento reuniu cerca de 150 assessores regionais e os casais coordenadores da Pastoral Familiar nos Regionais da CNBB e de algumas dioceses do Brasil. Durante o encontro os participantes discutiram os avanços e conquistas da Pastoral Familiar no Brasil, nos últimos anos.
Já no Congresso, os palestrantes chamaram atenção, nas suas colocações, para as mudanças de época e da situação das famílias no dia-a-dia: famílias mono-parentais, casais em condições subhumanas e em segunda união, entre outros.

O presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, dom João Carlos Petrini, a partir do tema “Ecologia Humana”, defendeu com base nos documentos da Igreja que, “a primeira e fundamental estrutura a favor da ‘ecologia humana’ é a família”. “O primeiro passo para pensar uma ecologia humana é retornar ao desígnio de Deus sobre a pessoa, o matrimônio e a família”, salientou dom Petrini em suas colocações.

De acordo com o bispo, “o desígnio de Deus a respeito da pessoa, do matrimônio e da família realiza-se através do entrelaçamento de amor, sexualidade e procriação que constitui o fundamento do matrimônio e da família”.

O domingo, 21, foi dedicado a experiências significativas da Pastoral Familiar; houve também testemunhos sobre a vocação da adoção, pelo representante e coordenador nacional da ONG Humanitário Ai.Bi (Amiti dei bambini ou Amigos das Crianças) além de temáticas como “Segunda União Estável”, “a família diante das drogas” e os trabalhos de formação de agentes da Pastoral Familiar, desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Pastoral Familiar (INAPAF).

O presidente da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB, dom Severino Clasen, abordou o tema “Somos cidadãos, membros da família de Deus (Ef 2.19-20)”.

Com base na mensagem do livro de Efésios, dom Severino afirmou que o congresso é uma oportunidade para refletir sobre as mais variadas situações e aspectos da nossa sociedade onde a família vive, se relaciona, se supera, fomenta seus sonhos, esperanças e desatinos. “Queremos nos lançar no mundo da esperança e da visão de futuro mais sólido da nossa existência. É assim que Paulo se dirige à Comunidade a partir de sua prisão”, sublinhou.

Segundo o bispo, como famílias, “necessitamos construir para nós humanos, uma pátria, um sonho, uma cidade, um lar, a segurança para nos proteger e recuperarmos o sentido verdadeiro do amor”.

Para o assessor da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, padre Rafael Fornasier, dois pontos foram centrais para a importância do Congresso da Pastoral Familiar, a possibilidade de trocas de experiências entre os participantes e a percepção entre os próprios casais, da utilidade dos temas tratados no Congresso para suas vidas familiares.

“O fato de reunir agentes da Pastoral Familiar, assessores eclesiásticos, bispos, Regionais e casais, é um ponto muito positivo, como também a troca e partilha de experiências e a comunhão que os motivam para o serviço e a missão”, afirmou o assessor que completou: “Percebemos que as pessoas ficam felizes em participar porque para elas significa uma sustentação da caminhada das vidas de suas famílias para o próprio exercício daquilo que assumiram”, completou.

O Congresso contou com a participação do arcebispo de BH, dom Walmor Oliveira de Azevedo; do bispo auxiliar de São Paulo (SP) e membro da Comissão para a Vida e a Família, dom Joaquim Justino Carreira; do bispo de Divinópolis (MG) e referencial do Regional Leste 2 (Espírito Santo e Minas Gerais) para a Pastoral Familiar, dom Tarcísio Nascentes e outros bispos.

O 14º Congresso já está marcado para 2014 e será realizado em São Luís (MA).

Materiais

·       XIII Congresso Nacional da Pastoral Familiar.

·       9º Seminário Nacional de Assessores da Pastoral Familiar       
       
Festa brasileira em Madri é prejudicada pelo mau tempo

MADRI - A Festa basileira para comemorar o anúncio do Rio como sede da próxima Jornada Mundial da Juventude, no Madri Rio, teve de ser interrompida por causa do mau tempo na capital espanhola. Um grande número de brasileiros já estava no local no final da tarde deste domingo, 21, e a festa já havia começado quando os organizadores tomaram a decisão de cancelar os shows por medida de segurança por causa da forte ventania.

A cerimônia de acolhida da Cruz e do ícone de Nossa Senhora durante a festa também teve de ser cancelada. “Não pudemos realizar a celebração com a cruz. Talvez isso seja um sinal para vermos se aquela cruz, que estava no palco até hoje na celebração, está realmente gravada no nosso coração”, disse o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB e bispo auxiliar de Campo Grande (MS), dom Eduardo Pinheiro.

Apesar do cancelamento da festa, alguns dos músicos presentes, liderado pelo Brais Oz, munidos de violão, gaita e saxofone, fizeram a festa fora do palco. Reunidos com a juventude brasileira, que não foi embora na esperança da melhora do tempo, deram início a um “show diferente”, com os artistas puxando várias canções, acompanhados pelo público.

A paulista Anne Trevisam ficou e gostou. “Estamos acostumados a ver os artistas no palco, mas hoje eles estavam ao nosso lado, como irmãos, rezando conosco pelo Brasil e por nós mesmos. O clima de intimidade foi maravilhoso! Creio que Deus fez grandes coisas entre nós”, disse.

O cantor Izaías também aprovou o show improvisado. “A vontade de Deus nem sempre se coaduna com a nossa vontade. Deus não se submete ao nosso jeito de fazer as coisas. Deus tem um propósito, tem um projeto e a gente deve se submeter ao projeto de Deus. O palco é bonito, é importante, ajuda a gente a comunicar de uma maneira melhor, mas a essência está no encontro pessoal com Deus”, destacou.     
       
Em Madri, bispos brasileiros falam sobre a JMJ no Rio

MADRI - O presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida (SP), cardeal  Raymundo Damasceno Assis; o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, e o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB e bispo auxiliar de Campo Grande (MS), dom Eduardo Pinheiro, deram uma coletiva de imprensa, no início da noite, para falar da Jornada Mundial da Juventude de 2013 (JMJ), no Rio.  A coletiva foi no Centro de imprensa da JMJ de Madri, na região central da capital espanhola, que acolheu a 26ª JMJ encerrada hoje pelo papa Bento XVI.

O arcebispo do Rio agradeceu ao papa pela escolha do Rio de Janeiro para sediar a 27ª Jornada da Juventude. Ele classificou a responsabilidade como “um grande desafio” e explicou que entrará em contato brevemente com o Pontifício Conselho para os Leigos e responsáveis pela organização da Jornada de Madri a fim de iniciar a preparação da próxima, no Rio.

Dom Orani disse, ainda, que a Jornada será no fim do mês de julho e que, a partir de agora, aguarda o anúncio, pelo papa, do tema do próximo encontro mundial dos jovens. Ele lembrou que, em 2013, a Igreja no Brasil realizará a Campanha da Fraternidade sobre a Juventude.

O presidente da CNBB destacou a organização da Igreja da América Latina, através do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam), e falou em trabalhar em conjunto para ter o maior número possível de jovens do continente. na Jornada  “Vamos trabalhar como Conferência em união com Celam para que colabore na organização da Jornada, assim se reúne muito mais gente e muito mais países”, disse.

Dom Damasceno acredita que o trabalho deverá ser mais intenso uma vez que a Jornada foi antecipada em um ano por causa da Copa do Mundo que o Brasil sedia em 2014. “Teremos um ano a menos para preparar a Jornada, isso significa um trabalho mais intenso porque não temos tempo a perder”.

O cardeal ressaltou, ainda, que a América Latina é o continente com maior número de católicos, 47%, e avaliou que a jornada “trará muitos frutos, não só para os jovens no Brasil, mas para toda a América Latina".

O presidente da Comissão para a Juventude qualificou como "um momento muito especial para a Igreja no Brasil’ a escolha do Rio de Janeiro para receber a próxima JMJ. “A Jornada no Rio mostrará uma Igreja viva, criativa, em parte por causa dos jovens”, disse. “A juventude brasileira, com sua criatividade, fará com que tenhamos uma bonita Jornada para todo o mundo”.

Parcerias

Os bispos não arriscaram a dizer quantos jovens a Jornada no Rio poderá reunir. Adiantaram, por outro lado, que da parte do Governo brasileiro, em suas três esferas (Federal, Estadual e Prefeitura), há muita disposição para acolher o evento, o maior do mundo para juventude católica.

Dom Eduardo explicou que a CNBB fará um projeto amplo considerando o antes, o durante e o depois da Jornada. “O projeto terá uma direção missionária com a pré-jornada, que deverá consistir numa semana missionária, e a peregrinação da cruz, que deverá ser acolhida pelas dioceses com espírito missionário”, esclareceu.O bispo disse, ainda, que haverá também um trabalho no campo social e com dependentes químicos.

Esta será a segunda Jornada sediada por um pais da América do Sul. A primeira foi em 1987, em Buenos Aires, Argentina. Os bispos ressaltaram que a Jornada no Rio encontrará uma América Latina mudada. Para dom Damasceno, apesar das melhoras, a realidade ainda é de concentração de riquezas e aumento de miséria. “A globalização trouxe como conseqüência a uniformização da cultura e se perde a identidade cultural”, disse o cardeal.

Dom Eduardo, por sua vez, destacou a presença e a influência dos meios de comunicação na vida dos jovens. “Vivemos o desafio grande de ajudar os jovens nesta cultura midiática”, observou. Para ele, no entanto, “2013 será o ano da juventude no Brasil”, concluiu dom Eduardo.      
       
Cruz da JMJ 2013 e Ícone de Nossa Senhora chegam ao Brasil em setembro

MADRI - No próximo dia 18 de setembro, o Brasil recebe a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora, símbolos da Jornada Mundial da Juventude, que será no Rio de Janeiro em 2013, conforme anunciou oficialmente o papa Bento XVI ao encerrar  hoje a Jornada em Madri. A Cruz será recebida pela arquidiocese de São Paulo de onde partirá em peregrinação para as 274 dioceses do país ao longo dos dois anos de preparação do maior evento católico para jovens do mundo.

A Comissão da arquidiocese de São Paulo, organizadora do evento, preparou uma grande festa para acolher a Cruz, que chegará às 16h ao Campo de Marte, em São Paulo. Uma missa será celebrada às 16:30h, seguida de show.

De acordo com a Comissão, o objetivo da festa é celebrar a chegada da Cruz no Brasil e provocar o entusiasmo nos jovens e nas famílias de todo o país para participar da JMJ e do roteiro de peregrinação da Cruz preparado para o período de 2011 a 2013.

Um grande show católico reunirá vários cantores ao longo de todo o dia 18 de setembro, a partir das 9h, no Campo de Marte, aguardando a chegada da Cruz, que ficará no Estado de São Paulo até 31 de outubro, seguindo para Belo Horizonte (MG), onde chegará no dia 19 de novembro para a peregrinação nas diocese do Regional Leste 2 da CNBB (Minas Gerais e Espírito Santo).

Neste Regional, a Cruz ficará durante o mês de novembro. A última parada da Cruz antes de ir para o Rio de Janeiro será no Vale do Paraíba, em março de 2013.  
       
JMJ no Brasil vai estimular espírito missionário do jovem, diz dom Eduardo

MADRI - O presidente da Comissão Episcopal Pastoral da Juventude, dom Eduardo Pinheiro da Silva, acompanhou de perto o processo para que o Brasil pudesse sediar uma Jornada Mundial da Juventude (JMJ). A boa notícia veio quando o Papa Bento XVI anunciou, neste domingo (21), que a Jornada será em 2013 e no Rio de Janeiro.

Dom Eduardo conversou com a equipe do Jovens Conectados sobre o que a Igreja do Brasil espera da JMJ no Rio, sobre a participação da juventude e sobre os primeiro passos a serem dados na organização do evento. Muito feliz com a decisão da Santa Sé, ele conclama os jovens brasileiros a acolher esse momento como um presente de Deus, capaz de dar sentido à vida de cada um deles. Para o bispo, a Jornada vai animar ainda mais a juventude em seu espírito missionário. Veja a seguir a entrevista:

Jovens Conectados: Na condição de presidente da Comissão para a Juventude, da CNBB, como o senhor acolhe a escolha do Brasil para sediar a próxima edição da Jornada Mundial da Juventude?

Dom Eduardo: Esse processo de escolha foi longo, suado. A decisão da Santa Sé traz uma alegria muito grade para nós. Há muito tempo sonhávamos com isso. O Brasil foi contemplado e acreditamos que esse , além de ser um momento de animação, quando então traz aos jovens a certeza de que existe um Deus e uma Igreja que os amam muito, é um momento promotor de vida, de espirito missionário para os jovens. Os jovens sairão muito mais animados em sua vocação de discípulos missionários nesse mundo, que ainda necessita muito de sua palavra, sua presença, sua ação, que é criativa, ousada, profética, revolucionária e faz acontecer o Reino de Deus.

Jovens Conectados: O que a Igreja do Brasil precisa fazer para que a Jornada se torne realidade?

Dom Eduardo: Precisamos definir as equipe responsáveis por essa Jornada Mundial da Juventude . A JMJ é uma só, mas ela se compõe de momentos específicos. Precisamos organizar muitos detalhes para a peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora. Esse momento de quase dois anos acaba sendo um momento muito forte de evangelização nas dioceses. Ao passar a Cruz por esses lugares, Deus já está fazendo acontecer um momento novo na vida dos jovens daquele local. As equipes vão ter que proporcionar isso, como também pensar na Pré-Jornada que são aqueles dias anteriores ao evento em si.

As diversas comissões vão ter que ser estruturadas, integradas para que cada uma não se sinta a única ou principal, para que todo mundo conheça todo mundo. E acima de tudo, que esse momento seja vivido com um sentido de muita espiritualidade. Não estamos organizando um evento qualquer, estamos contribuindo com o processo de desenvolvimento do projeto de Jesus Cristo de construção do Reino aqui na nossa terra.

Jovens Conectados: A comissão da Juventude conta com o apoio dos bispos para a realização da Jornada?

Dom Eduardo: A Comissão para a Juventude, da CNBB, tem esse papel de fazer com que o processo de evangelização aconteça até a Jornada. A arquidiocese do Rio de janeiro fica com o trabalho especifico nos dias da Jornada . É claro que a Comissão para a Juventude conta com todos bispos, os bispos referenciais dos 17 Regionais da CNBB, com os padres e aquelas pessoas que os bispos colocaram como responsáveis do Setor Juventude de cada diocese. Contamos com os dirigentes das novas comunidades, as congregações religiosas, as Pastorais da Juventude, os movimentos.

É um evento que só vai acontecer bem se todo mundo pusera mão na massa. Cada um no seu estilo, no seu carisma, na sua pedagogia, na sua espiritualidade pode fazer acontecer essa Jornada.

Jovens Conectados: Qual a sua mensagem para os jovens brasileiros diante desse novo acontecimento que é a Jornada Mundial da Juventude no Brasil?

Dom Eduardo: Querida juventude, acolha esse momento como um grande presente de Deus para dar sentido à sua vida, ao seu projeto pessoal de vida, a tal ponto que você não tenha mais dúvidas de que a vida só tem sentido quando entendida e vivida a partir da convivência com o Criador.

Queridos jovens, tenham certeza de que Jesus Cristo – centro do projeto de Deus – é aquele que se faz presente pelo Espírito Santo no cotidiano de nossa vida. Esse evento quer fazer com que você se sinta mais amigo de Jesus Cristo. “Chamo-vos amigos” (Jo 15, 15). Sinta essa amizade como algo de muito especial.

Querido jovem, sinta a certeza de que você é um dom para a sociedade. A sua profissão, seus dons, suas qualidades, sua maneira de ver e enxergar, sua voz profética, tudo isso se faz necessário para que o mundo novo aconteça. Você é um cidadão, só que um cidadão cristão, que carrega a cruz de Jesus Cristo, que carrega o evangelho para transformar essa sociedade que ainda não está em nada parecido com aquele projeto de Jesus Cristo. Você é o discípulo e a discípula de Jesus Cristo, você é o missionário e a missionária que a Igreja do Brasil espera cada vez mais seja para a mudança e para a vida plena de todos os jovens do nosso Brasil.      
       
Dom Orani fala sobre a JMJ no Rio de Janeiro

MADRI - Expectativa, responsabilidade e confiança. Assim o arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), dom Orani João Tempesta, recebeu o anúncio de que a arquidiocese vai sediar a próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em 2013.

Em entrevista exclusiva ao portal Jovens Conectados, o arcebispo destacou que o evento é uma oportunidade para revigorar a Fé do povo e para manifestar as raízes cristãs da América Latina.

Reproduzimos aqui a entrevista do Jovens Conectados com dom Orani.

Como o senhor recebe o anúncio da escolha do Rio de Janeiro como sede da próxima Jornada?

Dom Orani: Recebo com a grande expectativa de podermos cumprir bem nossa missão, com a grande responsabilidade de fazê-la bem e ao mesmo tempo confiando na graça de Deus de poder conduzi-la para que seja um bem para o Rio, para o Brasil e para o mundo.

Que frutos podemos esperar com o trabalho de preparação da Jornada?

Dom Orani: No trabalho de uma jornada, há um momento que antecede, com a Cruz que visita todas as dioceses, há todo o trabalho de aprofundamento do tema. Acho que todos os preparativos ajudarão muito a nos abrirmos ainda mais ao outro, a acolhermos o diferente e aprendermos com os que vêm de longe a viver a nossa fé; e tenho certeza que os que vêm de longe também irão conhecer um pouco o jeito de ser católico do nosso povo brasileiro.

A Jornada Mundial da Juventude também vai ser um marco para a America Latina e vai movimentá-la em torno do Brasil. Como o senhor vê isso?

Dom Orani: O Papa Bento XVI está chamando a atenção do mundo para as raízes cristãs da Europa. A América Latina tem muito fortes suas raízes cristãs, que estão se perdendo pouco a pouco devido à falsa compreensão de o que é um país laico; às idéias que vão aparecendo com a crise dos valores. Creio que este momento é de vivermos nossa vocação de um país que tem raízes cristãs e de podermos manifestar isso seja através daquilo que vai acontecer na Jornada, seja também com a vinda do Papa; e de reafirmarmos tudo aquilo que acreditamos que ajude o mundo, o Brasil, a cidade a caminhar cada vez melhor.

O senhor já pode antecipar alguma coisa a respeito da preparação do Rio de Janeiro para a JMJ?

Dom Orani: Ainda está sendo tudo elaborado. No primeiro momento, vai acontecer o lançamento do site da Jornada em sua primeira versão, e depois disso teremos que organizar várias equipes, que começarão os seus trabalhos.

A cidade já está se preparando para eventos como a Copa do mundo e as olimpíadas. Isso favorece a Jornada?

Dom Orani: A Jornada aconteceria mesmo sem essas estruturas, porque ela acontece na cidade como ela é. Mas não há dúvida de que os preparativos para a Copa e as Olimpíadas ajudarão também no receptivo, nos aeroportos, na locomoção dentro da cidade.

O senhor pode destacar alguns pontos em que, de forma geral, a vinda do Papa pode renovar na vida do carioca?

Dom Orani: Toda oportunidade é bem-vinda para renovar a vida de todos nós. Também para o povo que vive na cidade do Rio de Janeiro, é uma oportunidade de revigorar a fé, a participação, e principalmente de mostrar o rosto jovem da Igreja do Rio de Janeiro.       
       
Bento XVI agradece aos voluntários da JMJ

MADRI - Pouco antes de embarcar de volta ao Roma, o papa Bento XVI se encontrou com 12 mil  voluntários da 26ª Jornada Mundial da Juventude, que terminou hoje, em Madri, e reuniu mais de um milhão de jovens do mundo inteiro. O encontro foi na Feira de Madri (IFEMA).

Bento XVI disse que seu agradecimento era um dever de justiça e uma necessidade do coração. “Dever de justiça porque, graças à vossa colaboração, os jovens peregrinos puderam encontrar uma amável acolhia e uma ajuda em todas as suas necessidades”, disse o pontífice. “Necessidade do coração porque, não só foram atentos aos peregrinos, mas também ao papa”, completou.

Dois voluntários dirigiram palavras de agradecimento ao Santo Padre. Um deles era uma brasileira que agradeceu ao papa por ter escolhido o Rio de Janeiro para ser a sede da próxima Jornada.

Segundo a Sala de Imprensa da Jornada, mais de 30 mil voluntários trabalharam na Jornada. Destes, 4 mil vieram de outros países. O que mais enviou voluntários, depois da Espanha, foi a Polônia, um total de 1.200.

Identificados por uma camisa verde, com a logo da Jornada, os voluntários eram vistos por todos os cantos da capital espanhola. Acolhendo, tirando dúvidas, indicando direções, orientando sobre o uso do transporte, distribuindo água, auxiliando na imprensa, cuidando da limpeza, ajudando na segurança, eles estavam em todos os lugares.

Segundo o papa, esta experiência vivida pelos voluntários na Jornada enriqueceu os jovens e sua vida cristã. Ele destacou o compromisso do cristão em servir. “Amar é servir e o serviço aumenta o amor”, afirmou.

“Ao voltardes agora para vossa casa, animo-vos a que guardeis no vosso coração esta alegre experiência e a que cresçais cada dia mais na entrega de vós mesmos  a Deus e aos homens”, disse Bento XVI.

Terminado o encontro, que começou por volta das 17:45h (13:45h hora de Brasília) e demorou cerca de 30 minutos,o papa se dirigiu ao aeroporto Bajara onde se deu a cerimônia de despedida.     
       
JMJ: De Madri para o Rio de Janeiro

MADRI - Eram 11:39h (6:39h de Brasília) quando o papa Bento XVI, finalmente, anunciou o que todos os brasileiros esperavam: o Rio de Janeiro será sede da próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2013. Assim que o papa fez o anúncio, os brasileiros, agitaram suas bandeiras e gritaram o nome “Brasil, Brasil”, que ecoou em meio aos quase dois milhões de pessoas que se reuniram para a missa de encerramento da 26ª JMJ no aeródromo Quatro Ventos, em Madri.

Um grupo de jovens brasileiros recebeu dos madrilenhos a Cruz e o ícone da Jornada, que percorrerão as dioceses de todo o Brasil. A chegada dos símbolos será em São Paulo, no próximo dia 18 de setembro.

Bento XVI chegou a Quatro Ventos ás 8:45h (hora local) e percorreu todo o aeródromo de papamóvel, sendo saudado pela multidão, que não se cansava de gritar seu nome e dizer: “Esta é a juventude do papa”. Cansado, mas feliz, o papa saudava a multidão que passou a noite no local em vigília, iniciada ontem pelo papa. A missa começou por volta das 9:30h.

Em sua homilia, o papa disse aos jovens que “não se pode seguir a Jesus sozinho”. “Quem cede à tentação de ir por sua conta ou de viver a fé segundo a mentalidade individualista, que predomina na sociedade, corre o risco de não de não encontrar nunca a Jesus Cristo, ou de seguir uma imagem falsa dele”, afirmou Bento XVI.

O papa pediu aos jovens que amem a Igreja e os incentivou a participarem nas paróquias, comunidades e movimentos e a participarem da missa aos domingos e se confessarem regularmente, além de uma assídua vida de oração. Ele lembrou que a Igreja não é uma "simples instituição humana, como outra qualquer, mas está "estreitamente unida a Deus".

Bento XVI pediu, ainda, que os jovens deem testemunho de sua fé no mundo. “O mundo necessita do testemunho de vossa fé, necessita certamente de Deus”. Ele os exortou a serem discípulos missionários de Jesus Cristo em outros países “onde há multidão de jovens que aspiram a coisas maiores”.

O papa foi saudado, no final da missa, pelo presidente do Pontifício Conselho para os Leigos que repetiu o lema que mais se ouviu pelas ruas de Madri nesta Jornada: “Esta é a juventude do papa”, ao que os jovens responderam com longo aplauso.

Bento XVI fez também benzeu o crucifixo, que todos receberam em suas mochilas no início da Jornada. Ele entregou o crucifixo a cinco jovens e fez o envio de todos. Ao se despedir, reforçou o pedido para que os jovens sejam missionários. "Convido-vos a dar um testemuno destemido de vida cristã diante dos outros. Assim sereis fermento de novos cristãos e fareis com que a Igreja se levante robusta no coraçao de muitos", destacou.

Antes do embarque para Roma hoje, o papa tem breve encontro com os voluntários que trabalharam na jornada às 17:30h (hora local).  O embarque para a Itália está previsto para as 18:30h.

Leia a íntegra da homilia do papa      
       
Bento XVI aos jovens: “Não tenhais medo do mundo!”

MADRI - A chuva que caiu pouco depois do papa Bento XVI chegar ao aeródromo Quatro Ventos, em Madri, para a vigília com os jovens, levou-o XVI a suspender a homilia preparada para cerimônia. A chuva demorou pouco mais de 30 minutos e pegou a todos de surpresa por causa do forte sol durante todo o dia.

Passada a chuva, Bento XVI retomou a palavra e elogiou a resistência dos jovens. “Obrigado por vossa alegria e resistência”, disse, sendo interrompido pela multidão que gritava como um só coro seu nome, “Benedicto! Benedicto!” “O Senhor, com a chuva, nos manda muitas bênçãos”, acrescentou o papa que ouviu dos jovens, como resposta, “Esta é a juventude do papa!”.

Bento XVI fez uma breve saudação aos jovens em seis línguas (Francês, Inglês, Alemão, Italiano, Português e Polonês). Em seguida, deu início à adoração do Santíssimo Sacramento. A consagração dos jovens ao Sagrado Coração de Jesus, que estava prevista, também foi suspensa.

Antes de se despedir, o papa agradeceu o sacrifício dos jovens que, durante o dia, andaram uma longa distância e enfrentaram um forte calor para estar no aeródromo onde passarão esta noite deitados em colchonetes. “Vemo-nos amanhã, se Deus quiser. Eu vos espero a todos amanhã [para a missa]. Obrigado a todos!”, despediu-se.

Amanhã, neste mesmo local, Bento XVI preside a missa de encerramento da Jornada. Os brasileiros vivem a expectativa do anúncio oficial do Rio de Janeiro como sede da próxima JMJ, que será em 2013.

Não tenham medo

O papa chegou de automóvel ao aeródromo por volta das 20:45h (15:45h de Brasília), saudou as autoridades presentes e, em seguida, recebeu a cruz da jornada. Cinco jovens fizeram perguntas ao papa sobre questões que os incomodam. Em seguida, foi proclamada a Palavra de Deus. Neste momento, começou a chover e ventar, e o papa não leu a mensagem preparada.

Na homilia, dada como lida, Bento XVI chama os jovens de “queridos amigos” e os conclama a não terem medo do mundo. “Que nenhuma adversidade vos paralise. Não tenhais medo do mundo, nem do futuro, nem da vossa fraqueza. O Senhor lhes tem concedido viver neste momento da história para que, graças à vossa fé, seu nome continue ressoando por toda a terra”, diz a homilia.

Bento XVI volta a condenar a “cultura relativista dominante” que “renuncia e deprecia a busca da verdade” e diz que é preciso “propor com coragem e humildade o valor universal de Cristo”.

O papa orienta os jovens a pedirem a Deus o discernimento de sua vocação e cita, particularmente, a vocação para o matrimônio, para o sacerdócio e a vida religiosa. “Reconhecer a beleza do matrimônio, significa ser conscientes de que só no âmbito da fidelidade e indissolubilidade, assim como abertura ao dom divino da vida, é o adequado para a grandeza e a dignidade do amor matrimonial”, acentua.

Leia, na íntegra, a homilia do papa    
       
Aeródromo está lotado para a vigília da JMJ

MADRI - Para garantir um bom lugar para a vigília da Jornada Mundial da Juventude, que será presidida pelo papa, muita gente passou a noite no aeródromo Quadro Ventos, onde acontece o ato litúrgico hoje a partir das às 20:30h (15:30h de Brasília). Durante todo o dia, jovens caminharam em grupos para o local, uma vez que as estações de metrô mais próximas foram fechadas por medidas de segurança. A outra opção para chegar ao local era ônibus.

Seis horas antes da vigília, o aeródromo já estava tomado por uma multidão de jovens. Shows católicos animam a juventude até a hora da vigília. Por causa do forte calor, muitos passaram mal e foram socorridos no posto médico montado no local.

Os profissionais da imprensa foram conduzidos de ônibus para Quadro Ventos onde foi montada uma tenda para os jornalistas. Muitos deles passarão a noite nesta tenda, já aguardando a missa de encerramento da Jornada que o papa rezará a missa de amanhã, às 9h (hora local).

Bento XVI deverá chegar ao aeródromo, de papamóvel, às 20:30h, e saudará os reis da Espanha e as demais autoridades. Em seguida, receberá a cruz conduzida pelos jovens e responderá a perguntas de cinco sobre questões que os incomodam. Terminado este momento, o diácono proclama a leitura do evangelho e o papa fará uma homilia.

Após a homilia, Bento XVI iniciará as orações da vigília e fará, antes de se despedir da multidão, a consagração dos jovens ao Sagrado Coração de Jesus.       
       
Feira das Vocações chama a atenção dos jovens na JMJ

MADRI - Nem todos os jovens que participam da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em Madri, atuam em movimentos, pastorais, congregações e novas comunidades. A Feira Vocacional, com 70 estandes no amplo Parque do Retiro, oferece a esses jovens a oportunidade de conhecer as várias formas de servir a Deus.

São ordens religiosas como os jesuítas e os cistercienses; movimentos como o Cursilho de Cristandade e o Regnum Christi; comunidades novas como Emmanuel e pastorais como a Pastoral Universitária de Madri. Duas expressões genuinamente brasileiras estão lá: o Instituto Hesed e a Comunidade Shalom. “É muito interessante ver essa busca de Deus que o jovem faz aqui”, disse a Irmã Maria Imaculada, do Instituto Hesed.

No estande dos Lectionautas, iniciativa presente em vários países da América Latina,  inclusive no Brasil, e apoiada pelo Conselho Episcopal Latino Americano (Celam), jovens de vários países fazem exercícios de Lectio Divina. No estande do Life Teen, trabalho surgido nos Estados Unidos e presente em alguns países europeus e de língua inglesa, os representantes explicam seu objetivo: ajudar paróquias a formar grupos de jovens.

As opções são muitas. O jovem cearense Felipe Gonzalez foi ao Parque para conhecer a Feira. “Deus vem chamando a gente desde que viemos do Brasil para cá. Soubemos da Feira Vocacional e Deus nos chamou aqui. Há muitos carismas e só conhecendo-os bem para saber qual é realmente a nossa vocação”, disse. 
       
Bento XVI exorta os seminaristas a não terem medo de ambiente que exclui Deus

MADRI - “Não vos deixeis amedrontar por um ambiente onde se pretende exclui Deus e no qual os principais critérios por que se rege a existência são, frequentemente, o poder, o ter e o prazer”.  Com estas palavras o papa Bento XVI exortou os mais de 4 mil seminaristas que participaram da missa que presidiu na manhã de hoje, na Catedral Nossa Senhora La Real de La Almudena, em Madri.

O papa alertou os seminaristas sobre o risco de serem desprezados “como se costuma fazer com quem aponta metas mais altas ou desmascara os ídolos diante dos quais muitos se prostram hoje”.

Bento XVI disse, ainda, que os seminaristas devem pedir a Cristo que lhes ensine a aproximar-se dos enfermos e dos pobres, “com simplicidade e generosidade”. “Afrontai este desafio sem complexos nem mediocridade, mas antes como uma forma estupenda de realizar a vida humana na gratuidade e no serviço, sendo testemunhas de Deus feito homem, mensageiros da dignidade altíssima da pessoa humana”, incentivou o papa.

Segundo o Pontífice, a preparação dos seminaristas deve ser tempo de silêncio interior, oração permanente, estudo constante e de progressia inserção nas atividades e estruturas pastorais da Igreja. Ele exortou a todos a buscarem a santidade. “Devemos ser santos para não gerar uma contradição entre o sinal que somos e a realidade que queremos significar”.

Antes da missa, o papa este no Parque do Retiro e atendeu a confissão de alguns jovens. No parque estão montados 200 confessionários para a “Festa do Perdão”, realizada durante todos os dias da JMJ.

Bento XVI está em Madri desde terça-feira, 16, para presidir os principais atos da 26ª Jornada Mundial da Juventude. Ainda hoje, às 20:30h, ele preside a Vigília de Adoração com os jovens no aeródromo de Cuatro Vientos.

Antes da Vigília, às 19:40h (14:40h horário de Brasília), Bento XVI tem breve encontro com os jovens enfermos e com deficiência.

Amanhã, às 9h (4h horário de Brasília), o papa preside a missa de encerramento da Jornada. À tarde, às 17:30h (horário local), ele se contra com os voluntários da Jornada na Feira de Madri (IFEMA) e, às 18:30h se despede das autoridades espanholas no aeroporto Bajaras de Madri, retornando a Roma.

Leia a íntegra da homilia do papa      
       
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