San Marino, 20 jun (RV) - Lançando apelos aos jovens sobre a importância das “perguntas” da existência humana na era da tecnologia, Bento XVI encerrou ontem à noite sua visita à Diocese de São Marino-Montefeltro.
O papa encontrou-se com os jovens reunidos na localidade de Penabilli, sede da diocese, costa leste da Itália, cerca de 300 km a norte de Roma.
“Mesmo na era do progresso científico e tecnológico, o homem permanece um ser aberto à verdade integral da sua existência, que não se detém nas coisas materiais, mas se abre a um horizonte muito mais vasto” - disse.
Evocando “as grandes interrogações” que cada um transporta dentro de si, o Papa fez notar que estas são “o mais elevado sinal da transcendência do ser humano” de não ficar “na superfície das coisas”.
“Não se detenham nas respostas parciais, imediatas, sem dúvida as mais fáceis e cômodas, que podem lhes oferecer momentos de felicidade, exaltação e embriaguez, mas que não levam à verdadeira alegria de viver, de quem não constrói sobre a areia, mas sim sobre a rocha sólida” – afirmou Bento XVI.
Ele pediu aos jovens que aprendam a refletir, a “ler” em profundidade as suas próprias experiências humanas, na certeza de que terão a alegria de descobrir que “o coração é uma janela aberta sobre o infinito”.
“Não se trata de modo algum de desprezar o uso da razão ou de rejeitar o progresso científico, bem pelo contrário. Trata-se, isso sim, de compreender que cada um de nós não é feito apenas de uma dimensão horizontal, mas compreende também a dimensão.
O Papa deixou ainda uma palavra de encorajamento à comunidade de São Marino em relação à crise econômica:
“Ela coloca todo o tecido social diante da imperiosa exigência de enfrentar os problemas com coragem e sentido de responsabilidade, com generosidade e dedicação, fazendo referência ao amor pela liberdade que distingue o vosso povo” - assinalou.
Após o encontro, Bento XVI partiu rumo ao Vaticano em helicóptero.
A República de San Marino, com 61 km2, é o terceiro menor Estado da Europa, atrás do Vaticano e do Principado de Mônaco. Constituída em 8 de outubro de 1600, é a mais velha das repúblicas europeias. Encravada entre as regiões italianas de Emilia Romanha e Marcas, ela conta com 30.000 habitantes. Leia a notícia completa no sitio da Rádio Vaticano
Conselho Permanente do organismo decide criar comissão
BRASÍLIA, segunda-feira, 20 de junho de 2011 (ZENIT.org) - Um comissão da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) acompanhará a discussão do novo Código Florestal do Brasil no Senado.
A comissão será formada por bispos e especialistas, segundo anunciou na sexta-feira a Sala de Imprensa da CNBB, após a coletiva que marcou o encerramento da reunião do Conselho Permanente do organismo episcopal.
Os bispos da recém-eleita presidência da CNBB falaram aos jornalistas sobre o Código Florestal brasileiro, que está em trâmite no Senado, e a crescente violência contra pequenos agricultores e assentados no norte do país, além de outros temas.
O secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner, manifestou a preocupação da Igreja com os impactos e as consequências do novo Código Florestal.
“Sem um cuidado real com a natureza, com as florestas e com as águas, nós não teremos futuro. E nós, da CNBB, estamos preocupados com essa relação”, disse.
Dom Leonardo destacou a criação de um Fórum, organizado por entidades da sociedade civil, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Agência Brasileira de Imprensa (ABI) e a própria CNBB, entre outras entidades, para participar diretamente da reformulação do Código Florestal no Senado, levantando questionamento e debatendo alternativas.
“Todos sabem que há a intenção da sociedade civil em criar um Fórum para acompanhar a discussão no Senado. Esse Fórum está disposto a criar um abaixo-assinado para pressionar o governo a vetar pontos que especialistas em meio ambiente afirmam serem perigosos.” Leia a notícia completa no sitio ZENIT.org
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