quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Boletim da CNBB

Boletim Diário da CNBB - 13/02/2013

REFLEXÃO

O verdadeiro espírito de conversão quaresmal é aquele de quem não busca simplesmente dar uma satisfação de sua vida a outras pessoas para conseguir a sua aprovação e passar assim por um bom religioso, mas sim aquele que encontra a sua motivação no relacionamento com Deus e busca superar as suas imaturidades, suas fraquezas, sua maldade e seu pecado para ter uma vida mais digna da vocação à santidade que é conferida a todas as pessoas com a graça batismal, e busca fazer o bem porque é capaz de ver nas outras pessoas um templo vivo do Altíssimo e servem ao próprio Deus na pessoa do irmão ou da irmã que se encontram feridos na sua dignidade.

COMEMORAÇÕES

Ordenação Presbiteral

  • Dom Osório Bebber, OFMCap, Bispo Emérito de Joaçaba - SC
NOTÍCIAS

Pe. Lombardi: novo Papa se sentirá apoiado pela oração de Bento XVI

O Papa está bem e muito sereno, não renunciou porque doente, mas somente por conta da fragilidade decorrente do envelhecimento: foi o que reiterou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, na coletiva desta terça-feira, 12 de fevereiro, concedida aos jornalistas um dia após o anúncio de renúncia do Santo Padre.

Bento XVI foi recentemente submetido a uma intervenção de rotina para a substituição da bateria do marca-passo, mas isso não tem peso em sua decisão.

Pe. Lombardi confirmou todo o calendário de atividades do Papa até o dia 28 de fevereiro, último dia do Pontificado de Bento XVI, com os encontros com os bispos italianos em visita 'ad Limina', com os presidentes da Romênia e da Guatemala, os Angelus e as audiências gerais, a última destas, dia 27 de fevereiro, deverá realizar-se na Praça São Pedro em previsão de um considerável afluxo de fiéis. Não haverá a encíclica sobre a Fé.

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé convidou a se prestar atenção ao que o Papa dirá nos próximos dias, a partir desta Quarta-feira de Cinzas, quer na audiência geral, quer na celebração da Missa com o tradicional rito de imposição das cinzas – a ser presidida na Basílica de São Pedro.

Pe. Lombardi explicou também – como dito nesta segunda-feira pelo L'Osservatore Romano – que a viagem ao México e a Cuba constituiu para Bento XVI, por causa do cansaço, uma etapa de amadurecimento em relação à renúncia ao ministério, mas não uma decisão definitiva nesse sentido.

Em seguida, o religioso jesuíta ressaltou que não haverá nenhum problema para o sucessor de Bento XVI por causa da presença, no Vaticano, de outro Papa, embora como bispo emérito de Roma.

Conhecemos Bento XVI como uma pessoa de discrição e rigor extremos – afirmou –, não é uma pessoa da qual se possa esperar interferências ou mesmo o mínimo incômodo para o seu sucessor. O problema não existe, embora seja uma situação nova, reconheceu. Aliás, o sucessor se sentirá apoiado pela oração, pelo amor e pela participação de uma pessoa que mais do que ninguém no mundo pode entender as preocupações de quem veio depois.

Não foi dado aos jornalistas nenhum detalhe sobre como se chamará ou se vestirá o Pontífice uma vez retornado ao Vaticano, após a permanência em Castel Gandolfo: trata-se de questões a serem definidas.

O Papa deixará as suas funções, como disse, no dia 28 de fevereiro, às 20h locais, ou seja, quando ordinariamente Bento XVI encerra as suas atividades antes de retirar-se em oração, e depois repousar: será o último dia como Pontífice, vivido de modo ordinário.

Pe. Lombardi agradeceu aos jornalistas pelo trabalho realizado, pelos muitos comentários respeitosos e reflexivos que acolheram a coragem e a humildade do Papa, o seu sentido de responsabilidade, de lucidez dessa decisão histórica, e deram um sentido de participação e compreensão do modo como o Papa vive essa decisão, tomada em consciência diante de Deus, e que justamente por isso está sereno.

O porta-voz vaticano quis precisar que o arcebispo de Cracóvia, Cardeal Stanislaw Dziwisz, não quis fazer nenhuma comparação entre Bento XVI e João Paulo II, como reportado por alguns meios de comunicação, e deu um texto com as reais declarações do ex-secretário pessoal de João Paulo II, em que expressa o seu amor e a sua estima pelo Papa Ratzinger


Bento XVI envia mensagem aos brasileiros no início da Campanha da Fraternidade

Neste dia 13 de fevereiro, quarta-feira de Cinzas, será lançada a Campanha da Fraternidade (CF), com o tema "Fraternidade e Juventude" e o lema "Eis-me aqui, envia-me!" (Is 6,8). O Papa Bento XVI enviou uma mensagem para o início da Campanha. A seguir, a íntegra da mensagem: 

"Queridos irmãos e irmãs,

Diante de nós se abre o caminho da Quaresma, permeado de oração, penitência e caridade, que nos prepara para vivenciar e participar mais profundamente na paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. No Brasil, esta preparação tem encontrado um válido apoio e estímulo na Campanha da Fraternidade, que este ano chega à sua quinquagésima realização e se reveste já das tonalidades espirituais da XXVII Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em julho próximo: daí o seu tema "Fraternidade e Juventude", proposto pela Conferência Episcopal Nacional com a esperança de ver multiplicada nos jovens de hoje a mesma resposta que dera a Deus o profeta Isaías: "Eis-me aqui, envia-me!"(6,8).De bom grado associo-me a esta iniciativa quaresmal da Igreja no Brasil, enviando a todos e cada um a minha cordial saudação no Senhor, a quem confio os esforços de quantos se empenham por ajudar os jovens a tornar-se – como lhes pedi em São Paulo – "protagonistas de uma sociedade mais justa e mais fraterna inspirada no Evangelho" (Discurso aos jovens brasileiros, 10/05/2007). É que os "sinais dos tempos", na sociedade e na Igreja, surgem também através dos jovens; menosprezar estes sinais ou não os saber discernir é perder ocasiões de renovação. Se eles forem o presente, serão também o futuro. Queremos os jovens protagonistas integrados na comunidade que os acolhe, demonstrando a confiança que a Igreja deposita em cada um deles. Isto requer guias – padres, consagrados ou leigos – que permaneçam novos por dentro, mesmo que o não sejam de idade, mas capazes de fazer caminho sem impor rumos, de empatia solidária, de dar testemunho de salvação, que a fé e o seguimento de Jesus Cristo cada dia alimentam.Por isso, convido os jovens brasileiros a buscarem sempre mais no Evangelho de Jesus o sentido da vida, a certeza de que é através da amizade com Cristo que experimentamos o que é belo e nos redime: "Agora que isto tocou os teus lábios, tua culpa está sendo tirada, teu pecado, perdoado" (Is 6,7). Desse encontro transformador, que desejo a cada jovem brasileiro, surge a plena disponibilidade de quem se deixa invadir por um Deus que salva: "Eis-me aqui, envia-me!' aos meus coetâneos" - ajudando-lhes a descobrir a força e a beleza da fé no meio dos "desertos (espirituais) do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: (…) o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como o é o Catecismo da Igreja Católica" (Homilia na abertura do Ano da Fé, 11/10/2012).Que o Senhor conceda a todos a alegria de crer n'Ele, de crescer na sua amizade, de segui-Lo no caminho da vida e testemunhá-Lo em todas situações, para transmitir à geração seguinte a imensa riqueza e beleza da fé em Jesus Cristo. Com votos de uma Quaresma frutuosa na vida de cada brasileiro, especialmente das novas gerações, sob a proteção maternal de Nossa Senhora Aparecida, a todos concedo uma especial Bênção Apostólica

Vaticano, 8 de fevereiro de 2013

Benedictus PP. XVI


Audiência geral: Bento XVI agradece aos fiéis "pelo amor e pela oração"

Bento XVI recebeu nesta quarta-feira, 13 de fevereiro, na Sala Paulo VI cerca de 10 mil fiéis e peregrinos para a Audiência Geral – o primeiro evento público depois do anúncio de sua renúncia.

De fato, no início da Audiência, o Pontífice se dirigiu aos presentes com essas palavras:

"Como sabem, decidi (aplausos)... obrigado por vossa simpatia. Decidi renunciar ao ministério que o Senhor me confiou em 19 de abril de 2005. Eu o fiz em plena liberdade pelo bem da Igreja, depois de muito rezar e examinar diante de Deus a minha consciência, bem consciente da gravidade deste ato, mas, ao mesmo tempo, consciente de não ser mais capaz de desempenhar o ministério petrino com aquela força física e de espírito que isso requer. Ampara e ilumina-me a certeza de que a Igreja é de Cristo, o Qual jamais a faltará sua guia e seu cuidado. Agradeço a todos pelo amor e pela oração com os quais me acompanharam. Obrigado, senti quase fisicamente nesses dias para mim nada fáceis, a força da oração que o amor da Igreja, a vossa oração, me oferece. Continuem a rezar por mim, pela Igreja, pelo futuro Papa. O Senhor nos guiará".

A catequese desta quarta-feira foi dedicada ao início do tempo litúrgico da Quaresma – os quarenta dias que nos preparam à celebração da Santa Páscoa. "É um período de esforço especial no nosso caminho espiritual", disse o Papa, explicando que é o tempo que Jesus passou no deserto antes de iniciar sua vida pública, e onde foi tentado pelo maligno.

Refletindo sobre as tentações a que Jesus foi sujeito, cada um de nós é convidado a dar resposta a esta pergunta fundamental: Que lugar tem Deus na minha vida? As provas às quais a sociedade atual submete o cristão, de fato, são muitas, e dizem respeito à vida pessoal e social. Não é fácil ser fiel ao matrimônio cristão, praticar a misericórdia na vida cotidiana, deixar espaço à oração e ao silêncio interior. "A tentação de colocar de lado a própria fé está sempre presente e a conversão se torna uma resposta a Deus que deve ser confirmada mais vezes na vida", afirmou.

Neste Tempo de Quaresma, no Ano da fé, o Papa nos convida a renovar nosso empenho no caminho de conversão, para superar a tendência de nos fechar em nós mesmos e para deixar, ao invés, espaço a Deus, olhando com seus olhos a realidade cotidiana. "Converter-se significa não fechar-se na busca do próprio sucesso, do próprio prestígio, da própria posição, mas fazer de modo que todos os dias, nas pequenas coisas, a verdade, a fé em Deus e o amor se tornem a coisa mais importante."

Eis o resumo que o Papa fez de sua catequese em português:

"Queridos irmãos e irmãs, hoje, Quarta-feira de Cinzas, iniciamos a Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa. Estes quarenta dias de penitência nos recordam os dias que Jesus passou no deserto, sendo então tentado pelo diabo para deixar o caminho indicado por Deus Pai e seguir outras estradas mais fáceis e mundanas. Refletindo sobre as tentações a que Jesus foi sujeito, cada um de nós é convidado a dar resposta a esta pergunta fundamental: O que é que verdadeiramente conta na minha vida? Que lugar tem Deus na minha vida? O senhor dela é Deus ou sou eu? De fato, as tentações se resumem no desejo de instrumentalizar Deus para os nossos próprios interesses, em querer colocar-se no lugar de Deus. Jesus se sujeitou às nossas tentações a fim de vencer o maligno e abrir-nos o caminho para Deus. Por isso, a luta contra as tentações, através da conversão que nos é pedida na Quaresma, significa colocar Deus em primeiro lugar como fez Jesus, de tal modo que o Evangelho seja a orientação concreta da nossa vida. Amados peregrinos lusófonos, uma cordial saudação para todos, nomeadamente para os grupos portugueses de Lamego e Lisboa, e os brasileiros de Curitiba e Porto Alegre. Possa cada um de vós viver estes quarenta dias como um generoso caminho de conversão à santidade que o Deus Santo vos pede e quer dar! As suas bênçãos desçam abundantes sobre vós e vossas famílias! Obrigado!"

O papa preside ainda hoje, na Basílica de São Pedro, a missa da Quarta-feira de Cinzas.


"Nós queremos os jovens protagonistas integrados na comunidade", diz presidente da CNBB sobre Campanha da Fraternidade

"Nós queremos os jovens protagonistas integrados na comunidade que os acolhe, demonstrando a confiança que a Igreja deposita em cada um deles": esta é a finalidade da Campanha da Fraternidade (CF) deste ano segundo o Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Card. Raymundo Damasceno Assis. A CF deste ano tem como tema "Fraternidade e Juventude" e o lema "Envia-me". Eis o que disse o Card. Raymundo entrevistado pela Rádio Vaticano: Primeiramente, nós estamos celebrando os 50 anos da Campanha da Fraternidade. Ela começou em Natal em 1962. A CF deste ano se insere dentro da preparação da visita do Papa para a próxima Jornada Mundial da Juventude. Sabemos que o Papa Bento XVI havia prometido estar no Rio de Janeiro para presidir a JMJ, mas com a sua renúncia nós esperamos e cremos que seu sucessor estará presente no Rio no mês de julho próximo.   A CF com este tema, Fraternidade e Juventude, tem seus antecedentes. Em 2011, a Assembleia dos Bispos do Brasil criou a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude – uma Comissão que tem como objetivo acompanhar as pastorais da juventude aqui no Brasil: as pastorais da juventude, os movimentos apostólicos, novas comunidades e acompanhar também aquelas congregações que têm como carisma a dedicação, a formação dos nossos jovens, para que o trabalho da juventude aqui em nosso país seja feito na unidade dentro da diversidade dos carismas e de cada um dos movimentos e das novas comunidades. Visando criar em cada uma das dioceses o chamado "setor da juventude" – um setor que compreende todos aqueles que trabalham com a juventude.   A CF visa também preparar de uma forma "mais próxima" a JMJ e nós queremos com esta CF, e queremos fazê-la com os jovens e para os jovens, procurar despertar na nossa sociedade, nas nossas comunidades essa importância dos jovens. Nós devemos, como diz o Papa na sua mensagem para CF, ajudar os jovens a tornarem-se protagonistas de uma sociedade mais justa, mais fraterna, inspirada no Evangelho. E o Papa afirma que se os jovens forem o presente, eles serão também o futuro. Nós queremos os jovens protagonistas integrados na comunidade que os acolhe, demonstrando a confiança que a Igreja deposita em cada um deles.

CNBB realiza lançamento oficial da Campanha da Fraternidade 2013

Tendo por tema "Fraternidade e Juventude", e por lema "Eis-me aqui, envia-me!" (Is 6,8), foi realizado, hoje, dia 13 de fevereiro, o lançamento oficial da Campanha da Fraternidade (CF) 2013. Tradicionalmente, o evento ocorre na tarde da quarta-feira de cinzas – primeiro dia da Quaresma –, no Auditório Dom Hélder Câmara, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília.

O lançamento da Campanha contou com a presença do secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República do Brasil, Gilberto Carvalho, e do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Furtado Coelho, e outras autoridades.

"Iniciamos hoje nosso caminho pascal. Os quarenta dias que precedem a cruz e a Ressurreição sinalizam o caminho que a Igreja, na liturgia, nos oferece como possibilidade de sermos atingidos pela experiência salvadora de Jesus Cristo", disse dom Leonardo Steiner em seu discurso de abertura.

Na ocasião também estiveram presentes jovens lideranças como representante dos povos indígenas Tupinambá, Awa Mirim, e também o estudante Rodrigo Crivelaro, que apresentaram aos presentes, a realidade da juventude no Brasil. A diretora da Cáritas Nacional, Cristina dos Anjos, também fez uso da palavra para a prestação de contas dos resultados da coleta da CF 2012, que contribuíram com ações que renovaram as perspectivas de comunidades por todo país.

O ministro Gilberto Carvalho afirmou que a CF "abre um espaço para o governo trabalhar junto à Igreja", e citou a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) como um momento privilegiado para toda juventude brasileira. "A Jornada Mundial da Juventude vem ao encontro de uma grande preocupação que o governo tem em relação à situação do Jovem do Brasil", mencionou.

De acordo com o texto-base da CF 2013, o objetivo geral da Campanha é acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna, fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz.

Em 1992, a Campanha da Fraternidade também tratou a juventude como tema central, e agora, em sua 50ª edição, terá a mesma temática. A abordagem da temática "juventude" será mais um elemento para fortalecer o desejo de evangelização dos jovens, além da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que será realizada, em julho deste ano, no Rio de Janeiro.


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