ZENIT O mundo visto de Roma - Serviço diário - 28 de agosto de 2011
Santa Sé
Papa indica o segredo para se realizar
Palavras ao rezar o Angelus com os peregrinos
ROMA, domingo, 28 de agosto de 2011 (ZENIT.org) – Bento XVI indicou neste domingo, ao rezar o Angelus com os peregrinos em Castel Gandolfo, o "segredo" para se realizar na vida: "perder a si mesmo" no seguimento de Cristo crucificado, para "encontrar a si mesmo na doação pessoal".
Comentando o evangelho dominical, o Papa destacou que "quando a realização da própria vida está voltada exclusivamente para o êxito social, o bem-estar físico e econômico, já não se pensa segundo a vontade de Deus, mas segundo os homens".
"Pensar segundo o mundo é deixar Deus à parte, não aceitar seu desígnio de amor, é quase impedi-lo de cumprir sua sábia vontade", disse.
Citando o primeiro volume de seu livro "Jesus de Nazaré", o Papa explicou que O Senhor ensina que "o caminho dos discípulos é segui-Lo, o Crucificado. Mas nos três Evangelhos, este segui-lo no sinal da cruz... como o caminho do "perder-se", que é necessário para o homem e sem o qual é impossível encontrar a si mesmo".
O Papa atualizou este ensinamento para os batizados de hoje: "Como aos discípulos, também a nós Jesus dirige o convite: 'Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me'".
O cristão segue o Senhor "quando aceita com amor a própria cruz – embora aos olhos do mundo isso aparece como um fracasso e uma 'perda da vida' –, sabendo que não a leva sozinho, mas com Jesus, partilhando seu mesmo caminho de doação".
Mundo
Benin decide abolir a pena de morte
Três meses antes da visita do Papa a este país
PORTO NOVO, domingo, 28 de agosto de 2011 (ZENIT.org) – Mais um país se soma à lista de nações que aboliram a pena de morte: Benin.
No dia 19 de agosto, Benin – para onde o Papa viajará de 18 a 20 de novembro para celebrar o 150° aniversário da evangelização do país e entregar a exortação apostólica fruto do Sínodo da África (2009) – aboliu a pena de morte, convertendo-se no 106° país do mundo e o 17° na África a fazê-lo.
Quem divulgou essa notícia com satisfação foi a Comunidade de Sant'Egídio, que no curso dos anos passados acompanhou o amadurecimento desta decisão na opinião pública de Benin, mediante uma campanha de sensibilização e coleta de assinaturas contra a pena de morte.
Angelus
Bento XVI: Jesus nos convida a tomar a cruz
Hoje durante a oração do Angelus
ROMA, domingo, 28 de agosto de 2011 (ZENIT.org) – Apresentamos as palavras que Bento XVI dirigiu neste domingo, no pátio do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, aos fiéis se reuniram para rezar o Angelus.
Queridos irmãos e irmãs
No Evangelho de hoje, Jesus diz a seus discípulos que terá de "ir a Jerusalém, sofrer muito da parte dos anciãos, sumos sacerdotes e escribas, ser morto e, no terceiro dia, ressuscitar (Mt 16,21). Tudo parece se transtornar no coração dos discípulos! Como é possível que "o Cristo, o Filho do Deus vivo", possa sofrer até a morte? O apóstolo Pedro se rebela, não aceita este caminho, toma a palavra e diz ao mestre: "Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isto nunca te aconteça!". Fica evidente a divergência entre o desígnio do amor do Pai, que chega até a doação do Filho Unigênito na cruz para salvar a humanidade, e as expectativas, desejos e projetos dos discípulos.
Esse contraste se repete também hoje: quando a realização da própria vida está voltada exclusivamente para o êxito social, o bem-estar físico e econômico, já não se pensa segundo a vontade de Deus, mas segundo os homens (v.23). Pensar segundo o mundo é deixar Deus à parte, não aceitar seu desígnio de amor, é quase impedi-lo de cumprir sua sábia vontade. Por isso Jesus diz a Pedro uma palavra particularmente dura: "Afasta-te, Satanás. És para mim um escândalo" (ibid). O Senhor ensina que "o caminho dos discípulos é segui-Lo, o Crucificado.Mas nos três Evangelhos, este segui-lo no sinal da cruz... como o caminho do "perder-se", que é necessário para o homem e sem o qual é impossível encontrar a si mesmo" (Jesus de Nazaré).
Como aos discípulos, também a nós Jesus dirige o convite: "Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me" (Mt 16, 24). O cristão segue o Senhor quando aceita com amor a própria cruz, embora aos olhos do mundo isso aparece como um fracasso e uma "perda da vida" (cf. ibid), sabendo que não a leva sozinho, mas com Jesus, partilhando seu mesmo caminho de doação.Escreve o Servo de Deus Paulo VI: "Misteriosamente, o próprio Cristo, para erradicar do coração do homem o pecado da presunção e manifestar ao Pai uma obediência íntegra e filial, aceita... morrer na cruz" (Ex. Ap. Gaudete in Domino (9 mayo 1975), AAS 67, [1975], 300-301).
Aceitando voluntariamente a morte, Jesus leva a cruz de todos os homens e se converte em fonte de salvação para toda a humanidade. São Cirilo de Jerusalém diz: "A cruz vitoriosa iluminou quem estava cego pela ignorância, libertou quem era prisioneiro do pecado, trouxe a redenção para toda a humanidade" (Catechesis Illuminandorum XIII, 1: Christo et crucifixo et sepulto: PG 33, 772 B).
Confiamos nossa oração à Virgem Maria e a Santo Agostinho, de quem hoje se celebra a memória litúrgica, para que cada um de nós saiba seguir o Senhor no caminho da cruz e se deixe transformar pela graça divina, renovando o modo de pensar para poder "distinguir qual a vontade de Deus: o que é bom, o agradável, o perfeito" (Rm 12, 2).
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