quinta-feira, 21 de julho de 2011

Radio Vaticano e Zenit

RIO DE JANEIRO: COMUNICAÇÃO COMO PROCESSO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA


Rio de Janeiro, 20 jul (RV) – Prosseguem os trabalhos do 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação, que se realiza na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC – Rio). O tema sobre o qual mais de 800 comunicadores dedicam sua reflexão e aprofundamento è "Comunicação e Vida: Diversidade e Mobilidades".
Os trabalhos desta quarta-feira se centralizam sobre o tema "Comunicação como processo de valorização da vida", a comunicação como centro da vida humana. Temos a presença nos vários painéis conferencistas, entre os quais o Reitor da Pontifíca Universidade Católica do Rio de Janeiro, Padre Josafá Carlos de Siqueira e a professora do Departamento de Teologia da PUC-Rio, Maria Clara Bingemer. Temos ainda no dia de hoje a exibição do filme Serras da desordem, de Andrea Tonacci, Prêmio Margarida de Prata da CNBB de 2008.

Na manhã de ontem um dos dos integrantes do painel "Documentário, vida cotidiana e ficção" foi o jornalista Marcelo Canellas, da Rede Globo, que na sua exposição disse que o jornalismo e a ficção são dois mundos diferentes "porque tratam a realidade de modo diferente". Para definir o jornalismo, ele recorreu a Adelmo Genro Filho. "Jornalismo é uma forma especifica de conhecimento da realidade objetiva", disse. Baseado no mesmo autor, fez a distinção entre ciência, arte e jornalismo. Para ele, ciência é forma de conhecimento cristalizada no universal; a arte, no particular e jornalismo no singular.

Canellas apresentou ainda uma reportagem sobre a fome feita por ele há dez anos para o Jornal Nacional, da Rede Globo. Contou todo o processo desde a aprovação da pauta até a produção da matéria. Um dos personagens da matéria morreu 15 dias depois de veiculada a notícia. Segundo testemunhou, Canellas aprendeu com a matéria que jornalismo não tem poder de mudar a realidade. Nós conversamos com Marcelo Canellas. (Marcelo)

Já o diretor acadêmico do Muticom, professor Miguel Pereira, substituiu o cineasta Cacá Diegues, esperado para o painel e que teve sua ausência justificada. Ele destacou a importância de cada pessoa no processo de comunicação. "Cada ação nossa não é inútil para o outro; ela tem sentido para o mundo e isso é importante para começar a pensar no processo da comunicação e pensar o que é realidade e o que é ficção", disse.

Para o professor a comunicação de cada um deve ser para fora e as pessoas devem ser sempre aprendizes. "A atitude correta nossa é de sermos aprendizes eternos. Temos que recriar e reencantar o mundo com nossa mensagem". Eis o que nos disse o Prof. Miguel Pereira. (Prof. Miguel)

Ainda no painel "Documentário, ficção e vida cotidiana", a professora da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), pesquisadora e doutora em educação visual, Moira Toledo afirmou que "a percepção da sociedade é que os jovens devam ser educados para a mídia, pois os jovens são catalisadores da mudança social brasileira. Se utilizarmos a educação audiovisual para melhorar a educação do país, teremos uma sociedade melhor, mais crítica e voltada ao social". Moira falou sobre a qualidade de ensino com a utilização de recursos audiovisuais e a mudança de comportamento das crianças que se utilizam desse artifício.

Ainda na tarde de segunda-feira tivemos a apresenteação da mídia católica brasileira. De fato diretores e representantes de rádios, TVs e meios de comunicação de inspiração católica do Brasil, Portugall e Vaticano deram a sua contribuição falando do papel e dos desafios desses meios na evangelização de hoje. Nós pudemos contar um pouco da trajetória da Rádio Vaticano ao longo dos seus 80 anos e dos 53 anos de Programa Brasileiro.

Os mais de 800 participantes do Muticom estão seguindo todas as tardes oficinas técnicas e trabalhos em grupos: entre os tems de hoje estão Rádio Comunitária, Comunicação eletrônica, e locução e voz. As atividades de hoje se concluem com a entrega dos Prêmios de Comunicação da CNBB.

Do Rio de Janeiro, para a Rádio Vaticano, Silvonei José.

 

Padres devem se concentrar no essencial do ministério
Arcebispo de Braga pede que se preparem espaços de corresponsabilidade laical

ROMA, quarta-feira, 20 de julho de 2011 (ZENIT.org) – Ao proceder à recolocação de mais de 50 padres na arquidiocese de Braga, Dom Jorge Ortiga afirmou que "não é fácil harmonizar os reais interesses das paróquias e dos sacerdotes" com as possibilidades de que a Igreja dispõe neste território.

"Não podemos continuar a exigir multiplicações de eucaristias. As comunidades devem estar disponíveis para sacrifícios onde a alteração de horários e lugares de culto assim o exigirem", afirma o arcebispo, no documento em que se anuncia o "movimento eclesiástico" de 2011, publicado esta semana, segundo informa Agência Ecclesia.

Braga dispõe de 410 padres para mais de 500 paróquias. A média etária dos sacerdotes residentes é de 62,4 anos.

Na sua mensagem, Dom Jorge Ortiga admite que "a reorganização territorial da arquidiocese tem concentrado muitas energias", numa aposta "na formação sólida capaz de garantir a variedade ministerial na transmissão, celebração e vivência da fé cristã. Isto não é tarefa de alguns ou sempre dos mesmos".

"Aos sacerdotes pede-se que se concentrem no essencial e específico do seu ministério, criando e preparando espaços de corresponsabilidade laical em ordem a uma confiança plena. Aos leigos pede-se que sintam a Igreja como espaço de comunhão e de participação ministerial sem qualquer espírito de protagonismo", escreve.

O arcebispo de Braga reforça a intenção de criar "Unidades Pastorais", agrupando várias comunidades. Ele afirma a necessidade de descobrir "ministérios que não servem exclusivamente o âmbito restrito da paróquia, mas que estão ao serviço de uma determinada zona pastoral".

"Diante de nós temos um desafio que deve comprometer sacerdotes e leigos: tomar consciência de um novo modo de ser Igreja para crescermos na comunhão corresponsável", afirma.

 

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