Carta do Papa Bento XVI aos Bispos
Carta de S.S. Bento XVI aos irmãos no Episcopado da América Latina e do Caribe
Carta de S.S. Bento XVI aos irmãos no Episcopado da América Latina e do Caribe
1. Nesta carta o Papa relembra sua estada em Aparecida, em 13 de maio de 2007, quando inaugurou a V Conferencia Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. Ele se colocou ao lado dos Bispos da América latina e dos povos declarando seu profundo afeto.
2. Bento XVI Aprova a publicação do Documento e demonstra seu desejo de que ele seja uma importante ferramenta nos futuros trabalhos pastorais e de evangelização.
3. O Santo Padre destaca que no Documento de Aparecida existem muitas e oportunas inovações pastorais. Entre elas destaca principalmente:
2. Bento XVI Aprova a publicação do Documento e demonstra seu desejo de que ele seja uma importante ferramenta nos futuros trabalhos pastorais e de evangelização.
3. O Santo Padre destaca que no Documento de Aparecida existem muitas e oportunas inovações pastorais. Entre elas destaca principalmente:
I) A prioridade a Eucaristia e a Santificação do dia do Senhor.
II) Formação cristã dos fieis e dos agentes de pastoral.
III) A Missão Continental e a necessidade de buscar a face do Cristo.
Documento de Aparecida - INTRODUÇÃO
1. Na introdução ao documento, os Bispos reunidos na V Conferencia Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe expressam seu desejo, como pastores, de estimular a ação evangelizadora da Igreja e a transformar "todos os seus membros em discípulos e missionários de cristo," para que "nossos povos tenham vida". Iniciam a construção deste documento demonstrando sua grande devoção a Maria "Perfeita Discípula".
2. Os Bispos destacam a importância de considerarmos o contexto histórico e cultural, no qual o evangélho chegou a nossas terras: em meio ao choque dramático e forçado de culturas. Porem, reconhecem que as "sementes do verbo" já existiam nos povos autóctones, bem como a visitação de nossa senhora de Guadalupe foi uma confirmação da necessidade da inculturação da fé e da renovação do ímpeto missionário. Nesse ínterim relembram também os momentos difíceis e os momentos felizes pelos quais passou a Igreja na América Latina. Seu sofrimento com torturas e perseguições, sua debilidade, compromissos mundanos e incoerências decorrentes do pecado de seus filhos, o que desfigurou sua verdadeira face. No entanto, o que prevaleceu foi "a ação santa do seu Senhor".
3. Nossos pastores entendem a realidade do continente como dom, sua beleza e fecundidade de suas terras, riqueza de humanidade, povos e culturas. As maiores riquezas de nossos povos são a fé no Deus Amor e a tradição católica na vida e na cultura, manifestada na fé de muitos batizados e na piedade popular, que expressa o Amor a Cristo sofredor, o amor a Eucaristia, ao Deus próximo dos pobres, a devoção a Nossa Senhora de Guadalupe e Aparecida, dentre outros títulos; a caridade que anima gestos, obras e caminhos de solidariedade, consciência da dignidade da pessoa, sabedoria, alegria de viver; nas raízes católicas que permanecem na arte, na linguagem, tradição e estilo de vida ao mesmo tempo dramático e festivo. Por tudo isto, nossos Bispos sentiram-se ainda mais responsáveis na "grande tarefa de proteger e alimentar a fé do povo de Deus". "O Dom da tradição católica é um cimento fundamental de identidade, originalidade e unidade da América Latina e do Caribe: uma realidade histórico-cultural, marcada pelo Evangelho de Cristo, realidade na qual é grande o pecado - abandono de Deus, comportamentos viciosos, opressão, violência, ingratidões e misérias - porem, onde é bem maior a graça da vitória pascal. Independente de suas debilidades, nossa Igreja goza de alto índice de credibilidade por parte do povo.
4. Esta V conferencia e um novo passo na caminhada, principalmente após o Concilio Vaticano II. Ela da continuidade e recapitula o caminho de fidelidade, renovação e evangelização a serviço dos povos que já se afirmára nas conferências anteriores: do Rio em 1955, Medellín em 1968, Puebla em 1979, santo Domingo em 1992 e na assembléia geral do sínodo dos Bispos em 1997. "A V conferencia se propõe a grande tarefa de proteger a fé do povo", recordar-lhes que pelo batismo são chamados a ser também discípulos e missionários.
5. Com muitos desafios, entram em um novo período histórico, caracterizado pela desordem generalizada, turbulências sociais e políticas, difusão de uma cultura hostil a tradição cristã e pela variedade de ofertas religiosas. A igreja é chamada a agir com audácia missionária neste novo momento latino-americano e mundial. Não pode ceder aos pessimistas e a ideologias gastas. Deve confirmar, renovar e revitalizar a novidade do Evangelho a partir de um encontro pessoal com Jesus Cristo, que desperte discípulos e missionários. Isto depende somente dos homens e mulheres novos que se fazem protagonistas de uma nova vida para a América Latina.
6. Aparecida nos deixa claro que uma fé reduzida a algumas normas, devoções fragmentadas, adesões seletivas e parciais das verdades da fé, participação ocasional em alguns sacramentos, repetição de doutrinas, moralismos brandos, não vão resistir aos embates do tempo. Nossa maior ameaça "é o medíocre pragmatismo da vida cotidiana da Igreja, no qual, aparentemente, tudo procede com normalidade, mas na verdade a fé vai se desgastando e degenerando em mesquinhez." Devemos recomeçar, e isto só pode acontecer partindo do próprio Cristo. No momento que vivemos hoje, nos deparamos com o desafio de revitalizar nosso modo de ser católico, para que a fé crista se enraíze. Cristo se manifesta como novidade de vida e missão em todas as dimensões da vida pessoal e social. Exige-nos uma evangelização mais missionária, em dialogo com todos os cristãos e a serviço de todos os homens. Do contrario a fé no Deus de Amor corre o risco de desgastar-se cada vez mais.
7. Hoje se propõe escolher entre caminhos de morte: que dilapidam os bens que recebemos de Deus, traçam uma cultura sem Deus e inclusive contra Deus, animada pelos ídolos do poder, da riqueza do prazer efêmero. Uma cultura contra o ser humano; E caminhos de vida verdadeira e plena, vida eterna, abertos pela fé e que desenvolve em plenitude a existência humana, em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural. Esses caminhos frutificam nos dons de verdade.
8. Podemos , através dos Bispos, ouvir ecoar a voz de Cristo: "não tenham medo Mt 28,5". A vitória do Senhor nos anima a manter viva a esperança. O desafio fundamental é: "mostrar a capacidade da Igreja para promover e formar discípulos e missionários que respondam a vocação recebida e a comuniquem por toda parte, transbordando de gratidão e alegria, o dom do encontro com Jesus Cristo."
9. Celebrada em continuidade com as outras quatro que a precederam _ Rio de Janeiro, Medellín, Puebla e Santo Domingo _ e com o mesmo espírito que as animou, a Conferencia de Aparecida quer dar agora, novo impulso a evangelização, a fim de que estes povos sigam crescendo e amadurecendo em sua fé, para serem luz do mundo e testemunhas de Jesus Cristo com suas próprias vidas.
2. Os Bispos destacam a importância de considerarmos o contexto histórico e cultural, no qual o evangélho chegou a nossas terras: em meio ao choque dramático e forçado de culturas. Porem, reconhecem que as "sementes do verbo" já existiam nos povos autóctones, bem como a visitação de nossa senhora de Guadalupe foi uma confirmação da necessidade da inculturação da fé e da renovação do ímpeto missionário. Nesse ínterim relembram também os momentos difíceis e os momentos felizes pelos quais passou a Igreja na América Latina. Seu sofrimento com torturas e perseguições, sua debilidade, compromissos mundanos e incoerências decorrentes do pecado de seus filhos, o que desfigurou sua verdadeira face. No entanto, o que prevaleceu foi "a ação santa do seu Senhor".
3. Nossos pastores entendem a realidade do continente como dom, sua beleza e fecundidade de suas terras, riqueza de humanidade, povos e culturas. As maiores riquezas de nossos povos são a fé no Deus Amor e a tradição católica na vida e na cultura, manifestada na fé de muitos batizados e na piedade popular, que expressa o Amor a Cristo sofredor, o amor a Eucaristia, ao Deus próximo dos pobres, a devoção a Nossa Senhora de Guadalupe e Aparecida, dentre outros títulos; a caridade que anima gestos, obras e caminhos de solidariedade, consciência da dignidade da pessoa, sabedoria, alegria de viver; nas raízes católicas que permanecem na arte, na linguagem, tradição e estilo de vida ao mesmo tempo dramático e festivo. Por tudo isto, nossos Bispos sentiram-se ainda mais responsáveis na "grande tarefa de proteger e alimentar a fé do povo de Deus". "O Dom da tradição católica é um cimento fundamental de identidade, originalidade e unidade da América Latina e do Caribe: uma realidade histórico-cultural, marcada pelo Evangelho de Cristo, realidade na qual é grande o pecado - abandono de Deus, comportamentos viciosos, opressão, violência, ingratidões e misérias - porem, onde é bem maior a graça da vitória pascal. Independente de suas debilidades, nossa Igreja goza de alto índice de credibilidade por parte do povo.
4. Esta V conferencia e um novo passo na caminhada, principalmente após o Concilio Vaticano II. Ela da continuidade e recapitula o caminho de fidelidade, renovação e evangelização a serviço dos povos que já se afirmára nas conferências anteriores: do Rio em 1955, Medellín em 1968, Puebla em 1979, santo Domingo em 1992 e na assembléia geral do sínodo dos Bispos em 1997. "A V conferencia se propõe a grande tarefa de proteger a fé do povo", recordar-lhes que pelo batismo são chamados a ser também discípulos e missionários.
5. Com muitos desafios, entram em um novo período histórico, caracterizado pela desordem generalizada, turbulências sociais e políticas, difusão de uma cultura hostil a tradição cristã e pela variedade de ofertas religiosas. A igreja é chamada a agir com audácia missionária neste novo momento latino-americano e mundial. Não pode ceder aos pessimistas e a ideologias gastas. Deve confirmar, renovar e revitalizar a novidade do Evangelho a partir de um encontro pessoal com Jesus Cristo, que desperte discípulos e missionários. Isto depende somente dos homens e mulheres novos que se fazem protagonistas de uma nova vida para a América Latina.
6. Aparecida nos deixa claro que uma fé reduzida a algumas normas, devoções fragmentadas, adesões seletivas e parciais das verdades da fé, participação ocasional em alguns sacramentos, repetição de doutrinas, moralismos brandos, não vão resistir aos embates do tempo. Nossa maior ameaça "é o medíocre pragmatismo da vida cotidiana da Igreja, no qual, aparentemente, tudo procede com normalidade, mas na verdade a fé vai se desgastando e degenerando em mesquinhez." Devemos recomeçar, e isto só pode acontecer partindo do próprio Cristo. No momento que vivemos hoje, nos deparamos com o desafio de revitalizar nosso modo de ser católico, para que a fé crista se enraíze. Cristo se manifesta como novidade de vida e missão em todas as dimensões da vida pessoal e social. Exige-nos uma evangelização mais missionária, em dialogo com todos os cristãos e a serviço de todos os homens. Do contrario a fé no Deus de Amor corre o risco de desgastar-se cada vez mais.
7. Hoje se propõe escolher entre caminhos de morte: que dilapidam os bens que recebemos de Deus, traçam uma cultura sem Deus e inclusive contra Deus, animada pelos ídolos do poder, da riqueza do prazer efêmero. Uma cultura contra o ser humano; E caminhos de vida verdadeira e plena, vida eterna, abertos pela fé e que desenvolve em plenitude a existência humana, em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural. Esses caminhos frutificam nos dons de verdade.
8. Podemos , através dos Bispos, ouvir ecoar a voz de Cristo: "não tenham medo Mt 28,5". A vitória do Senhor nos anima a manter viva a esperança. O desafio fundamental é: "mostrar a capacidade da Igreja para promover e formar discípulos e missionários que respondam a vocação recebida e a comuniquem por toda parte, transbordando de gratidão e alegria, o dom do encontro com Jesus Cristo."
9. Celebrada em continuidade com as outras quatro que a precederam _ Rio de Janeiro, Medellín, Puebla e Santo Domingo _ e com o mesmo espírito que as animou, a Conferencia de Aparecida quer dar agora, novo impulso a evangelização, a fim de que estes povos sigam crescendo e amadurecendo em sua fé, para serem luz do mundo e testemunhas de Jesus Cristo com suas próprias vidas.
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